O banco Morgan Stanley aponta Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) como as ações com maior potencial de valorização no setor de papel e celulose na América Latina, devido à perspectiva de aumento nos preços da celulose neste semestre. A projeção é de que a commodity alcance US$ 615 por tonelada até o final do ano, impulsionada pelo reajuste previsto para setembro.
Segundo análises do banco, a celulose de fibra curta branqueada deve fechar o terceiro trimestre de 2025 em US$ 520 por tonelada e atingir US$ 587 no quarto trimestre. A média para o ano é estimada em US$ 556 por tonelada, com preços projetados em US$ 618 em 2026, US$ 620 em 2027, US$ 630 em 2028 e referência de longo prazo em US$ 640. Já a celulose de fibra longa branqueada tem projeção de US$ 739 por tonelada na China neste ano, chegando a US$ 790 a partir de 2029.
Suzano é destacada como a empresa mais bem posicionada para se beneficiar dessa recuperação, com recomendação de compra acima da média do setor e potencial de valorização de 58%. Klabin também recebe recomendação overweight, com espaço para uma valorização de 46%. A entrada em operação das máquinas de papel PM27 e PM28, juntamente com medidas de redução de custos, deve impulsionar o desempenho da empresa.
No campo de avaliação, Suzano negocia a múltiplos de 6,1 vezes o Ev/Ebitda neste ano e 4,8 vezes em 2026, com P/E projetado em 5,3 vezes neste ano e 11,7 vezes em 2026. Já a Klabin apresenta múltiplos de 6,8 vezes o Ev/Ebitda neste ano e 6,1 vezes em 2026, com P/E de 11,2 vezes e 9,5 vezes, respectivamente.
Por outro lado, empresas chilenas como Copec e CMPC permanecem com recomendação equalweight devido a um ciclo de investimentos que pode pressionar o caixa e reduzir os resultados nos próximos anos. Kimberly Clark México (KCM) também recebe recomendação equalweight, com análise de que a ação terá desempenho em linha com o mercado.
Os analistas alertam para possíveis riscos que podem impactar as projeções, como uma recessão global, redução nos estoques ou eventos inesperados que afetem a produção. A variação cambial também é um fator a ser considerado, onde moedas mais fracas frente ao dólar favoreceriam algumas empresas do setor.
Em resumo, a expectativa é de um cenário favorável para Suzano e Klabin no mercado de celulose, impulsionadas pela alta dos preços e perspectivas positivas para os próximos anos. Acompanhar o comportamento dessas empresas e os fatores que influenciam o setor é essencial para investidores interessados no segmento.
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