A Embraer (EMBR3) viu sua ação recuar 4% desde 8 de julho, período em que índices de referência como Ibovespa, S&P 500 e Russell registraram avanços entre 3% e 8%. Apesar de notícias positivas, como o maior pedido de E2 da história e a entrada nos EUA, a empresa enfrenta uma desconexão entre seus fundamentos e o desempenho das ações, segundo avaliação do JPMorgan.
O banco aponta que a avaliação da Embraer se mostra atrativa, com múltiplos de 9 vezes EV/EBITDA para 2026, ou 11,7 vezes EV/EBITDA a longo prazo, representando um desconto de 40% em relação a empresas similares do setor. Esse cenário é ainda mais favorável ao se considerar o EV/Backlog, apontando para um ponto de entrada interessante para investidores.
Com relação às tarifas, a Embraer busca incluir o segmento de aeronaves brasileiro na faixa de tarifa zero, tendo o JPMorgan uma perspectiva otimista, indicando mais de 50% de probabilidade dessa medida ocorrer a médio prazo. A isenção poderia impactar positivamente a margem EBIT para 2025, atualmente projetada entre 7,5% e 8,3%.
No segmento de defesa, o C-390 continua atraindo pedidos, com notícias recentes indicando possíveis novos pedidos de 15 unidades, o que adicionaria US$ 1,8 bilhão ao backlog nos próximos trimestres. A expectativa é de resultados positivos nos próximos trimestres, refletindo a sazonalidade natural da empresa e a expansão de margens devido a uma maior alavancagem operacional.
O JPMorgan reiterou recomendação overweight e estabeleceu preço-alvo de R$ 107 para as ações da Embraer. A empresa segue em destaque no mercado de ações, com perspectivas promissoras para o futuro, especialmente com novas encomendas no segmento comercial e fortalecimento no setor de defesa.
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