Os contratos futuros do minério de ferro registraram queda na Bolsa de Dalian, na China, impulsionados pela redução da demanda no país asiático e pelo aumento dos estoques portuários. A sessão encerrou com uma baixa de 0,33%, chegando a 760,5 iuanes (US$107,79) por tonelada e uma queda semanal de 0,8%.
Enquanto isso, o minério de ferro de referência de janeiro na Bolsa de Cingapura teve um aumento de 0,5%, alcançando US$101,95 por tonelada, beneficiado pela queda do dólar após o corte das taxas de juros pelo Federal Reserve dos EUA. No entanto, o preço ainda acumula uma queda de 1,4% ao longo da semana.
A demanda por aço está enfraquecendo sazonalmente, com as baixas temperaturas afetando as atividades de construção ao ar livre nas regiões do norte da China, o que tem impactado o consumo de matérias-primas como o minério de ferro.
Dados da consultoria Mysteel mostram que a média diária de produção de metal quente, um indicador da demanda de minério de ferro, teve uma queda de 1,3% em relação à semana anterior, atingindo a marca de 2,29 milhões de toneladas em 11 de dezembro, o valor mais baixo em três meses e com tendência de quarta semana consecutiva de queda.
Paralelamente, os estoques de minério de ferro nos portos aumentaram 0,9% na semana, chegando a 154,31 milhões de toneladas, o maior volume desde março de 2022, também de acordo com dados da Mysteel.
Apesar desses números, as perdas foram contidas em função da promessa do governo chinês de manter uma política fiscal "proativa" no próximo ano, buscando impulsionar o consumo e o investimento para manter o crescimento econômico robusto. Além disso, foi anunciado que medidas específicas serão adotadas em cada cidade para estabilizar o mercado imobiliário, que vem enfrentando um período prolongado de desaceleração e redução na demanda por produtos siderúrgicos.
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