A Dasa (DASA3) obteve um aumento significativo de 8,53% no valor de suas ações após anunciar a venda de duas operações consideradas não estratégicas. A companhia se desfez da Diagnóstico Maipú, localizada na Argentina, e da Mantris, sua subsidiária de saúde ocupacional e bem-estar corporativo no Brasil, por um total de R$ 700 milhões.
A transação foi avaliada de forma positiva pelo Bradesco BBI, destacando a redução da alavancagem financeira da Dasa em 0,15 ponto percentual, passando para 3,5 vezes. Além disso, a venda dos ativos não essenciais foi feita a um valor atrativo de 6,0 vezes o Valor da Firma (EV)/EBITDA, acima dos 5,5 vezes praticados pela própria Dasa.
O BTG Pactual também enxerga de maneira favorável o desinvestimento realizado pela Dasa (DASA3), considerando que ele fortalece o balanço da empresa e avança na estratégia de simplificação do portfólio, reforçando o foco no segmento de diagnósticos.
Essa movimentação da Dasa está alinhada com a reestruturação da companhia, que agora concentra suas operações em duas verticais: Diagnósticos e Hospitais/Oncologia, por meio da Rede Américas em parceria com a Amil.
Com a venda dos ativos, a Dasa espera uma redução significativa em sua dívida líquida pró-forma, passando de R$ 6,8 bilhões para cerca de R$ 6,1 bilhões, o que resultará em uma queda na alavancagem de 2,6 vezes para 2,4 vezes. Essa transação é vista como positiva pelo BTG, trazendo benefícios tanto para acionistas quanto para credores.
Apesar desses movimentos favoráveis, o Bradesco BBI e o BTG mantiveram recomendação neutra para as ações da Dasa. O BBI justificou sua decisão citando o valuation, a alavancagem ainda elevada e os riscos de execução. Já o BTG, apesar de apontar os riscos de execução, fundamenta sua recomendação neutra na dependência da execução bem-sucedida da estratégia de reestruturação da Dasa para futuros ganhos.
A Dasa continua enfrentando desafios no curto prazo, especialmente devido à alavancagem ainda elevada. No entanto, o processo de integração com a Amil e a otimização do portfólio são vistos como potenciais geradores de valor a longo prazo. O BTG prefere adotar uma postura cautelosa diante desses riscos, optando por não antecipar os prováveis ganhos decorrentes dessas ações.
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