O dólar à vista iniciou o dia em alta em relação ao real, modificando a tendência negativa inicial. Esse movimento foi motivado, em parte, por um indicador do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Além disso, os investidores brasileiros repercutiram a aprovação do projeto que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil na Câmara dos Deputados.
No momento, o dólar à vista registra um aumento de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,333 na venda. Já na B3, a moeda para novembro, considerada a mais líquida no Brasil, estava em alta de 0,13%, atingindo R$ 5,375.
Na quarta-feira, a cotação do dólar à vista encerrou o dia com uma pequena alta de 0,10%, fechando em R$ 5,3280.
Com relação ao dólar comercial, as cotações estão em R$ 5,332 para compra e R$ 5,333 para venda. Já para o dólar turismo, os valores são de R$ 5,527 para compra e R$ 5,347 para venda.
No centro das atenções dos investidores, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para indivíduos que recebem até R$ 5 mil por mês. Além disso, o texto prevê descontos para aqueles que têm rendimentos de até R$ 7.350. Para compensar a renúncia fiscal, estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026, a proposta sugere a tributação de até 10% para os que ganham acima de R$ 50 mil mensais. O projeto segue agora para o Senado.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou otimismo com a aprovação na Câmara, destacando que a medida visa não apenas a justiça tributária, mas também o equilíbrio fiscal. A expectativa é de que a tramitação no Senado ocorra sem contratempos.
O mercado reagiu não somente à aprovação da isenção do Imposto de Renda, mas também às possíveis consequências fiscais da medida. O receio de que o texto fosse alterado na Câmara e a ausência de contrapartidas que compensassem a renúncia fiscal geraram preocupação entre os investidores. No entanto, a manutenção dessas contrapartidas no projeto contribuiu para sustentar a curva de juros no Brasil.
No exterior, o dólar apresentava uma tendência inicialmente negativa, refletindo a parcial paralisação do governo norte-americano devido à falta de acordo sobre o Orçamento no Congresso. Entretanto, a divulgação de um indicador do Federal Reserve de Chicago sobre a taxa de desemprego nos Estados Unidos em setembro, que se manteve em 4,3%, colaborou para alterar o panorama do mercado. Ante a impossibilidade da divulgação do relatório payroll devido à paralisação governamental, os investidores focaram no dado do Fed de Chicago.
Após a divulgação desse indicador, os rendimentos dos Tesouros dos EUA subiram e o dólar reduziu suas perdas em relação a outras moedas. O índice do dólar, que avalia o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, permaneceu estável em 97,728 às 9h55.
O dólar apresenta uma trajetória de alta frente ao real, impulsionado por dados econômicos nos EUA e pela aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda na Câmara dos Deputados. As expectativas em relação à tramitação da proposta no Senado e a repercussão financeira da medida continuam influenciando o mercado cambial brasileiro. Além disso, a movimentação do dólar em âmbito internacional, em meio à paralisação parcial do governo dos EUA e aos dados divulgados pelo Federal Reserve, também impactam as negociações cambiais.
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