CVM dá início a processo contra ex-diretor do IRB por alegações de rumor envolvendo Berkshire

CVM julga ex-diretor do IRB por disseminação de informação falsa

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu início ao julgamento de ex-diretores do IRB – Brasil Resseguros S.A. em um processo que envolve a disseminação de informações falsas sobre a participação da Berkshire Hathaway no IRB. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista realizado pelo superintendente de Supervisão de Riscos Estratégicos da CVM, Luis Felipe Marques Lobianco. Esse processo inclui o ex-diretor presidente do IRB José Carlos Cardoso e o ex-diretor vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores, Fernando Passos.

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As acusações feitas pela área técnica da CVM incluem divulgação seletiva de informações sigilosas, divulgação de informação falsa ao mercado, inobservância de limites estabelecidos pelo conselho de administração e liberalidade em pagamentos a administradores acima do limite global de remuneração estabelecido em assembleia geral. O pedido de vistas feito por Lobianco aconteceu após o presidente interino, Otto Lobo, ter votado pela absolvição dos acusados.

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O processo sancionador teve origem em um caso de divulgação de informações pelo IRB que envolviam renúncia e eleição de membros da administração, além de outras notícias subsequentes, como a falsa informação de que a Berkshire Hathaway teria participação relevante no IRB. Essa informação foi desmentida publicamente pela Berkshire em março de 2020, após ter sido divulgada em fevereiro do mesmo ano.

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Em dezembro de 2024, Fernando Passos já havia sido condenado pela CVM ao pagamento de uma multa de R$ 20 milhões por manipulação de mercado relacionada ao episódio do suposto investimento da Berkshire. Além disso, a área técnica da CVM argumenta que houve pagamentos a Passos pelo IRB Participações que ultrapassavam o limite de remuneração global aprovado pela assembleia geral da empresa para o período de abril de 2019 a março de 2020.

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A defesa de Cardoso alegou que o executivo questionou a legitimidade de documentos que embasam as acusações, afirmando que seriam adulterados e fraudados. Ainda segundo a defesa, Cardoso não recebeu valores relacionados a esses pagamentos. Por sua vez, Passos irá se manifestar somente ao final do julgamento.

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Até o momento, o IRB e Cardoso não se pronunciaram sobre o assunto. Passos também não concedeu entrevistas até a conclusão desta nota. O desfecho do julgamento será conhecido após o retorno de Lobianco e a elaboração de seus argumentos.

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