As taxas dos DIs apresentaram ligeiras altas nesta quarta-feira, mesmo com a queda do dólar em relação ao real e dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou o dia em 12,79%, um aumento de 2 pontos-base em relação ao pregão anterior, que registrou 12,775%. Já a taxa para janeiro de 2035 manteve-se praticamente estável em 13,060%.
A sessão foi favorável para ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, com investidores na expectativa de possíveis cortes de juros nos EUA. Essa perspectiva se baseia na possibilidade de um substituto de Jerome Powell, atual chefe do Federal Reserve, ser mais inclinado a políticas monetárias expansionistas.
No cenário internacional, dados divulgados nos EUA indicaram a possibilidade de um novo corte de juros na próxima semana, o que influenciou na queda dos rendimentos dos Treasuries e do dólar em relação ao real. No entanto, as taxas dos DIs no Brasil fecharam com pequenas altas, apesar desse movimento.
A expectativa é de que o Banco Central mantenha a Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Copom, com a curva precificando essa decisão em quase 100%. A indicação de um possível corte de juros nos EUA também levanta a possibilidade de o Copom reduzir a Selic em janeiro, conforme percepção dos agentes de mercado.
Nesta quinta-feira, o IBGE divulgará o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, um indicador que será relevante para as apostas em relação à Selic. No mercado internacional, os rendimentos dos Treasuries tiveram queda, com destaque para o rendimento do Treasury de dois anos, que apresentou uma redução de 3 pontos-base, ficando em 3,488%.
A expectativa em torno das taxas de juros nos EUA, influenciada pelo possível corte na próxima semana, continua a impactar os mercados e as projeções de investidores. A decisão do Federal Reserve terá reflexos não apenas no mercado norte-americano, mas também em diferentes economias ao redor do mundo, como é o caso do Brasil. A atenção dos investidores permanece voltada para novos indicadores e decisões de política monetária que possam influenciar as taxas de juros e o cenário econômico global.
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