O grupo CSN está próximo de contratar assessores financeiros para organizar a venda de participações em seu conjunto de ativos na área de logística, que totaliza R$25 bilhões em cinco ativos espalhados pelo país. A decisão foi divulgada pelo presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, durante uma conferência com analistas após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
Segundo Steinbruch, a prioridade da empresa é a desalavancagem, que será feita de forma inteligente e racional, buscando agilidade. A CSN já havia anunciado a intenção de vender participações em ativos de logística, que incluem a ferrovia Transnordestina e terminais portuários.
O diretor executivo da CSN, Marcelo Cunha Ribeiro, mencionou que a expectativa é ter uma sinalização mais formal sobre a venda dos ativos ao final deste ano. Dentre os R$25 bilhões totais, cerca de R$8 bilhões correspondem aos ativos na região Sudeste, e a intenção da empresa é vender uma participação de 20% a 40% nesses ativos.
A meta da CSN é alcançar uma alavancagem financeira abaixo de três vezes até o fim deste ano e em torno de três vezes em 2026. No final de junho, a alavancagem da empresa estava em 3,24 vezes, mostrando uma redução comparado aos períodos anteriores.
Sobre a venda do lote de ações da Usiminas, Ribeiro destacou que é um passo importante para atender a ordem do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) referente à redução de participação na rival. No entanto, a empresa não divulgou o prazo para concluir a operação nem a porcentagem exata da redução.
A CSN espera que o investimento deste ano fique na ponta mais baixa da previsão entre R$5 bilhões a R$6 bilhões. Além disso, os custos de produção de aço devem diminuir no segundo semestre, com a melhora da operação do alto-forno 3 da usina de Volta Redonda.
Ribeiro ressaltou a importância da redução de custo de placa própria nos terceiro e quarto trimestres, além de indicar que a CSN planeja elevar os preços de aços longos entre 8% e 10% nas próximas semanas. No segmento de aços planos, com o prêmio atual entre 5% e 10%, a empresa considera a possibilidade de uma recuperação de preços no terceiro trimestre.
Com o cenário de projeções e estratégias delineadas pela CSN, a expectativa é de ajustes no mercado financeiro e impactos significativos no setor de logística e produção de aço nos próximos trimestres.
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