A CSN e a CSN Mineração apresentaram resultados operacionais sólidos, porém a conversão de caixa se destaca como um ponto de atenção, de acordo com o JPMorgan. Enquanto a CSN Mineração superou estimativas de receita e embarques, a CSN registrou uma queima de caixa livre significativa, levantando preocupações sobre sua alavancagem e necessidade de capital no curto prazo.
No segundo trimestre de 2025, a CSN reportou EBITDA de R$ 2,6 bilhões, em linha com o ano anterior, mas acima das expectativas do Itaú BBA. O desempenho da empresa foi impulsionado pelos setores de cimento e logística, mostrando uma estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior.
Enquanto isso, a CSN Mineração teve um EBITDA ajustado de R$ 1,27 bilhão, acima do consenso, porém abaixo da expectativa do Morgan Stanley. O lucro por ação normalizado da empresa foi impactado por resultados operacionais mais fracos e perdas monetárias e cambiais.
Apesar do desempenho operacional positivo de ambas as empresas, a conversão em fluxo de caixa livre foi fraca. A CSN registrou uma queima de caixa de R$ 2,4 bilhões, enquanto a CSN Mineração apresentou uma queima de R$ 133 milhões, de acordo com o JPMorgan. A alavancagem da CSN fechou em 3,3 vezes dívida líquida/EBITDA no período.
O Itaú BBA manteve recomendação neutra para as ações da CSN, com preço-alvo de R$ 9, destacando a geração de fluxo de caixa livre negativa como uma preocupação para os investidores. Já o Morgan Stanley, com recomendação de venda e preço-alvo de R$ 4,70 para a CSN Mineração, ressaltou que o caixa operacional da empresa superou expectativas devido a adiantamentos de clientes.
No cenário financeiro, a Genial Investimentos destacou a redução da dívida bruta da CSN em R$ 2,1 bilhões no trimestre, compensando a queima de fluxo de caixa livre de R$ 1,5 bilhão. A empresa encerrou o segundo trimestre com relação dívida líquida/EBITDA de 3,24 vezes, abaixo das projeções, indicando esforços para atingir a meta de 3 vezes EBITDA até o final do ano.
Com relação à CSN Mineração, a Genial ressaltou um desempenho operacional sólido no trimestre, com receita líquida acima das expectativas devido a volumes embarcados superiores e preço realizado acima do esperado. A corretora manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,75 para a empresa.
Em resumo, embora as empresas tenham apresentado resultados operacionais sólidos, a preocupação com a conversão de caixa e a alavancagem permanecem como pontos de atenção para os investidores. A CSN busca melhorar sua situação financeira, enquanto a CSN Mineração trabalha para manter sua rentabilidade diante dos desafios do mercado.
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