Criptomoedas voltam a cair e Bitcoin vai a US$ 110 mil com reação chinesa aos EUA
O valor total do mercado cripto somava US$ 3,86 trilhões, abaixo dos mais de US$ 4 trilhões registrados no domingo (12), quando o tom conciliador do presidente americano Donald Trump havia trazido alívio temporário aos investidores
Paulo Barros
14/10/2025 10h38 •
Atualizado 9 minutos atrás
Imagem ilustra movimento negativo de criptomoedas como Bitcoin (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino)
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Após dois dias de recuperação, o mercado de criptomoedas voltou a cair nesta terça-feira (14), acompanhando o aumento da aversão a risco global após a China anunciar novas sanções contra empresas americanas. O movimento derrubou bolsas, impulsionou o dólar e levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros.
Às 10h15, o Bitcoin (BTC) caía 3,4% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 110.579, segundo a CoinGecko. O Ethereum (ETH) recuava 4,3%, a US$ 3.933, enquanto a BNB tinha queda mais acentuada, de 10,5%, negociada a US$ 1.149.
Entre as demais criptomoedas relevantes, XRP recuava 5,9%, Cardano (ADA) caía 5,6%, e Dogecoin (DOGE) perdia 4,9%. Já Solana (SOL) registrava leve baixa de 0,4%, cotada a US$ 192,99.
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O valor total do mercado cripto somava US$ 3,86 trilhões, abaixo dos mais de US$ 4 trilhões registrados no domingo (12), quando o tom conciliador do presidente americano Donald Trump havia trazido alívio temporário aos investidores.
Dados da Coinglass mostram US$ 627 milhões em liquidações em 24 horas, com uma divisão de 70-30 entre posições compradas e vendidas. Dessa vez, a maior parte das perdas foi em ETH, com US$ 185 milhões liquidados das contas de traders.
Após uma queda brusca de quase 17% em um dia na última sexta, o Bitcoin havia retomado a alta, mas voltou a ceder e agora testa uma região de suporte, entre US$ 111.800 e US$ 106.800, avalia a trader Ana de Mattos. Na análise técnica, o suporte é uma faixa de preço em que a ponta compradora é considerada forte o suficiente para evitar que o preço caia ainda mais.
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China reage e reacende tensão com os EUAA piora no humor global ocorreu depois de Pequim anunciar sanções contra cinco subsidiárias americanas da sul-coreana Hanwha Ocean, em resposta às ameaças tarifárias dos Estados Unidos. Segundo o Ministério do Comércio chinês, as companhias “apoiaram atividades investigativas do governo dos EUA que ameaçam a soberania e os interesses de desenvolvimento da China”.
As medidas ampliam o embate comercial entre as duas maiores economias do mundo, que já vinham trocando restrições sobre minerais críticos e tecnologias estratégicas.
Reação dos mercadosA nova rodada de tensões derrubou os futuros das bolsas de Nova York, com o S&P 500 em queda de 0,9% e o Nasdaq recuando 1,1%, enquanto o petróleo e as commodities também operavam em baixa.
No Brasil, o Ibovespa caía 0,29%, aos 141.371 pontos, acompanhando o cenário internacional, e o dólar à vista avançava 0,77%, cotado a R$ 5,50. Os juros futuros (DIs) também subiam, refletindo o aumento da percepção de risco e a expectativa pela audiência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Senado.
Nos mercados globais, o Treasury de 10 anos rendia 4,026%, com investidores migrando para títulos de menor risco.
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Paulo Barros
Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)
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