Nesta sexta-feira (30), o dólar à vista apresenta queda em relação ao real, seguindo o anúncio de uma trégua comercial entre Estados Unidos e China. Esta trégua inclui a redução de tarifas e a suspensão de controles sobre exportações de terras raras. Apesar do gesto diplomático, a cautela ainda persiste no mercado devido a preocupações com a possibilidade da trégua ser temporária.
Na véspera, após o Federal Reserve cortar os juros em 0,25 ponto percentual, o presidente do BC americano, Jerome Powell, indicou que um novo corte em dezembro permanece incerto.
Os Estados Unidos e a China firmaram uma trégua comercial de um ano, após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na Coreia do Sul. Este acordo suspende restrições e tarifas que vinham gerando aumento das tensões entre as duas maiores economias do mundo.
Segundo comunicado conjunto, Washington e Pequim concordaram em adiar por um ano a implementação de medidas que afetariam setores estratégicos. A China suspendeu os controles de exportação sobre terras raras, enquanto os EUA congelaram a ampliação de restrições tecnológicas a subsidiárias de empresas chinesas.
Às 9h10, o dólar à vista registrava alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,372 na venda. Na B3, o dólar para novembro, considerado o mais líquido no Brasil, apresentava avanço de 0,36%, sendo cotado a R$ 5,379.
Dólar comercial:
- Compra: R$ 5,371- Venda: R$ 5,372
Dólar Turismo:
- Compra: R$ 5,415- Venda: R$ 5,595
A decisão do Federal Reserve de cortar os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa de juros americana para a banda entre 3,75% e 4% ao ano, estava alinhada com as expectativas do mercado. Porém, a decisão não foi unânime e o presidente do banco central, Jerome Powell, não confirmou se haverá ou não um novo corte de juros na próxima reunião, em dezembro.
Este cenário de incerteza em relação à política monetária dos Estados Unidos vem impactando o mercado financeiro global, inclusive a cotação do dólar frente a outras moedas.
A trégua comercial entre Estados Unidos e China trouxe um certo alívio aos investidores, refletindo na queda do dólar em relação ao real. Contudo, a instabilidade persiste no mercado, com agentes financeiros aguardando mais clareza sobre futuras decisões do Federal Reserve em relação aos juros. O desfecho das negociações entre as duas potências econômicas continuará sendo um ponto de atenção nos próximos meses, influenciando diretamente a dinâmica do mercado cambial e financeiro global.
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