No final de novembro de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a diversos produtos brasileiros, como café, carne bovina, frutas, açaí, cacau, madeira e outros alimentos. Essa medida alivia custos, melhora margens e devolve competitividade ao Brasil em relação a outros países que também tiveram suas tarifas reduzidas recentemente.
A retirada da tarifa adicional de 40% pelos EUA representa uma recuperação de competitividade para o Brasil. Com a medida, produtos como carne, café e frutas, que estavam sujeitos a uma taxação total de 50%, agora passam a ter tarifa zero. Os exportadores brasileiros voltam a competir em condições mais equilibradas com outros países, o que deve impulsionar as exportações.
Ao longo do ano de 2025, houve uma série de mudanças nas tarifas impostas pelos EUA. Em abril, foi imposta uma tarifa global de 10%, que atingiu diversos países, incluindo o Brasil. Em julho, essa tarifa foi elevada para 40% sobre produtos brasileiros, impactando cerca de 80% do setor agropecuário do país. No entanto, na semana passada, a Casa Branca removeu a tarifa global de 10% e, posteriormente, zerou a sobretaxa de 40% para alguns produtos brasileiros.
A decisão dos EUA de reduzir as tarifas sobre produtos brasileiros foi motivada pela pressão sobre os preços dos alimentos importados, que o país não produz em volume suficiente. Além disso, o governo busca estabilizar os preços locais, evitar repasses inflacionários e garantir oferta interna. A medida também é uma resposta às demandas de importadores e varejistas americanos, que têm sido impactados pela inflação de alimentos.
Com a retirada das tarifas, espera-se uma retomada dos embarques do Brasil para os EUA. A medida beneficia setores como o de proteínas, cafés especiais e empresas com maior exposição ao mercado externo, em especial aos EUA. A XP Investimentos estima que os produtos isentos representaram cerca de 11% das exportações brasileiras para os EUA em 2024, e agora, 55,4% dessas exportações estão isentas da tarifa adicional de 40%.
Apesar das perdas nas exportações para os EUA entre agosto e outubro de 2025, devido às tarifas, o Brasil conseguiu compensar essas quedas com exportações mais fortes para outros mercados, como África e Ásia. A XP Investimentos projeta um impacto limitado para 2025, estimado em US$ 700 milhões, devido à implementação tardia da mudança nas tarifas. No entanto, não há implicações previstas para 2026.
Essas mudanças nas tarifas entre Brasil e EUA representam uma reviravolta significativa para o comércio bilateral e para o setor agroexportador brasileiro, abrindo novas oportunidades e impulsionando a competitividade do país no mercado internacional.
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