A Companhia Paranaense de Energia (Copel) tem a expectativa de realizar investimentos no valor de R$ 17,8 bilhões no período de 2026 a 2030. A estratégia da empresa é direcionar esses recursos para projetos de baixo risco que tragam retornos significativos, como a expansão de usinas hidrelétricas e o fortalecimento de seus ativos de distribuição de energia.
Durante a apresentação anual para investidores, o CEO da Copel, Daniel Slaviero, ressaltou a importância de uma "boa alocação de capital, orgânica ou inorgânica", reiterando que a empresa não busca crescimento desenfreado, mas sim um equilíbrio entre o pagamento de dividendos e a expansão sustentável dos negócios.
Os investimentos planejados pela Copel para os próximos anos estão voltados principalmente para a distribuição de energia. A empresa enxerga oportunidades para ampliar sua base de remuneração regulatória (BRR) por meio da incorporação de novos ativos, como linhas de transmissão e subestações.
A distribuidora da Copel passará por uma revisão tarifária em 2026, um marco considerado o maior da história da empresa, o que poderá resultar em uma remuneração mais elevada para a companhia.
Em relação à geração de energia, a Copel pretende investir cerca de R$ 1,3 bilhão em suas usinas hidrelétricas até 2030, visando modernização e aumento da confiabilidade. Além disso, estão previstos investimentos de R$ 420 milhões em ativos eólicos.
A empresa também está de olho em oportunidades no leilão de potência agendado para março de 2026, onde pretende participar com projetos de ampliação das usinas de Foz do Areia e Segredo.
No segmento de transmissão de energia elétrica, a Copel tem planejado investimentos significativos, como os R$ 1,48 bilhão previstos para o período de 2027 a 2030, além de R$ 450 milhões em 2026. Esses recursos serão destinados a reforços e melhorias na rede existente da companhia.
Destaca-se também um projeto inovador de usina hidrelétrica reversível, com capacidade de 70 MW, que poderá atuar como uma espécie de "bateria" para o sistema de transmissão, contribuindo para atender picos de demanda, como nas festas de final de ano e Carnaval.
Diante do cenário de competição acirrada nos leilões de transmissão de energia, a Copel tem avaliado que o crescimento no curto prazo não se dará principalmente por essa via, devido à pressão nos retornos dos projetos.
Nesse contexto, a empresa enxerga oportunidades de ampliação de seu portfólio por meio do processo de consolidação do segmento, com possíveis desinvestimentos de ativos por parte de empreendedores que não consideram a transmissão de energia como estratégica.
A Copel se mantém focada em uma estratégia de investimentos responsável e direcionada para garantir um crescimento sustentável e rentável para a empresa nos próximos anos.
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