O maior salário fixo pago a um profissional no Brasil chega a R$ 100 mil mensais, de acordo com o Guia Salarial 2026 da consultoria de recursos humanos Michael Page. Esse montante é destinado a cinco cargos, sendo quatro deles no setor da saúde e um no varejo.
No setor da saúde, os cargos que oferecem essa remuneração são superintendente/diretor médico em empresas de saúde; líder de unidade de negócios em empresas de dispositivos médicos; gerente geral em empresa de dispositivos médicos; e líder de Unidade de Negócios em indústria farmacêutica. Já no varejo, a posição de gerente geral de operações oferece o mesmo salário.
O estudo analisou 548 posições em 15 áreas e ouviu mais de 7 mil profissionais. Os setores avaliados englobam desde agronegócio, bancos e serviços financeiros, construção civil, energias, até tecnologia, varejo e vendas, entre outros. A pesquisa não considera bônus ou remuneração variável.
O levantamento também buscou informações sobre as expectativas salariais para o próximo ano. Segundo a Michael Page, 45% das empresas não têm planos de conceder reajustes salariais além do obrigatório. Porém, 59% dos profissionais não tiveram aumento no último ano, revelando um descompasso entre empresas e trabalhadores.
Além disso, as organizações enfrentam dificuldades na contratação devido à falta de profissionais qualificados. Segundo a pesquisa, 73% das empresas relatam esse entrave. Para atrair talentos, é necessário considerar não apenas a remuneração, mas também flexibilidade e oportunidades de desenvolvimento de carreira.
Ricardo Basaglia, CEO da Michael Page no Brasil, destaca a importância de construir pacotes de benefícios diferenciados para reter e atrair profissionais qualificados. Segundo ele, aspectos como saúde, alimentação e capacitação são valorizados por 55% dos candidatos.
Em relação ao regime de trabalho, a pesquisa mostrou que o modelo presencial integral ainda é predominante, sendo adotado por 42% das empresas. Por outro lado, o formato híbrido registrou queda, sendo utilizado por 44% das organizações. Entre os profissionais, houve um aumento na preferência pelo modelo híbrido, passando de 37% para 40%.
Os desafios na contratação de novos talentos apontam a alta rotatividade e falta de engajamento como principais obstáculos, além das expectativas salariais acima do orçamento disponível. A pesquisa ressalta que a qualificação específica dos profissionais impacta diretamente no turnover e na pressão salarial.
Em suma, o estudo destaca a importância de as empresas adaptarem seus processos de recrutamento e benefícios para atrair e reter os melhores profissionais em um mercado cada vez mais competitivo e exigente.
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