Na manhã de sexta-feira, o Ibovespa operava em baixa, após fechar no dia anterior em sua máxima histórica, ultrapassando os 143 mil pontos. A alta de 0,56% registada na última sessão foi impactada pela cautela dos investidores diante da possível reação dos Estados Unidos após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Por volta das 11 horas, o Índice Bovespa futuro registrava queda de 0,15%, aos 142.932,03 pontos. As ações da Vale apresentavam alta de 0,46% e da Petrobras variavam entre 0,64% e 0,76%. Outros grandes bancos, como o BB, também registravam variações positivas. Ontem, além de alcançar um fechamento recorde, o Ibovespa atingiu a marca inédita dos 144 mil pontos durante a sessão.
A cautela dos investidores brasileiros também reflete a fraqueza dos índices das bolsas de Nova York, que, após atingirem níveis inéditos, dificultam a alta do principal indicador da B3. Além disso, a possibilidade de uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos, juntamente com o aumento das tarifas, gera preocupação entre os negócios no Brasil.
O petróleo surge como um contraponto, amenizando a queda do Índice Bovespa. As ações do setor de óleo reagem positivamente, com a Petrobras e PetroReconcavo apresentando ganhos. Apesar da queda do minério de ferro em Dalian, na China, as ações da Vale se mantêm em alta, enquanto a Suzano registra queda.
A divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com um aumento de 0,3% em julho ante junho, superando as expectativas, eleva o foco para o crescimento no volume de serviços prestados. Esta questão pode impactar nas apostas para uma eventual redução da Selic, que será decidida na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A condenação de Bolsonaro pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado e outros crimes, seguida de declarações de autoridades norte-americanas, também influencia o mercado. O aguardo por possíveis movimentações dos EUA, juntamente com a Super Quarta da semana que vem, que trará decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, mantêm os investidores em alerta.
Desta forma, o cenário econômico e político nacional e internacional se entrelaçam, gerando um ambiente de incerteza e cautela nos mercados. A repercussão das decisões tomadas nos próximos dias poderá impactar diretamente nos rumos da Bolsa de Valores e das atividades econômicas do país.
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