Cogna: Bradesco BBI rebaixa recomendação de compra para neutra após salto de 230%
O banco ainda manteve as recomendações de compra para as ações da Yduqs, Anima e Vitru
Lara Rizério
10/02/2026 08h59 •
Atualizado 34 segundos atrás
Ativos mencionados na matéria
Cogna (Foto: Divulgação)
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O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Cogna (COGN3), sua antiga principal escolha, de compra para neutra após uma valorização de 230% desde a sua revisão para cima em 2024.
O novo preço-alvo para o final de 2026 passou de R$ 4,80 para R$ 4,20, com nova recomendação devido à sua avaliação (potencial de alta de 11%, P/L, ou preço sobre lucro, de 9 vezes) e à sua expectativa de resultados mais fracos no 4º trimestre de 2025.
Os analistas reduziram sua estimativa de lucros para 2026 em 5% (4% abaixo do consenso).
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O banco ainda manteve as recomendações de compra para as ações da Yduqs (YDUQ3), Anima (ANIM3) e Vitru (VTRU3) com base em avaliações ainda atrativas (potencial de alta de 24% a 56%).
“Para o 4º trimestre de 2025, esperamos resultados neutros em geral, com a Vitru sendo o destaque positivo e a Cogna o destaque negativo devido à pressão sobre as margens na Kroton”, apontam os analistas.
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Em geral, o BBI está mais cauteloso com o setor devido a: (i) avaliações menos atrativas; (ii) uma perspectiva mais desafiadora para 2026, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) previsto para crescer cerca de 6%; e (iii) maior pressão em 2027 devido ao fim do período de transição da nova regulamentação e aos potenciais impactos negativos na área de medicina decorrentes da Enamed.
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A visão é de que as admissões no primeiro semestre de 2026 têm sido desafiadoras até o momento, principalmente em ensino a distância (considerando o modelo semipresencial).
As líderes de mercado Vitru, Cogna e Yduqs estão apresentando admissões estáveis em um mercado que provavelmente está em declínio, visto que Cruzeiro do Sul (CSED3), Ser Educacional (SEER3) e outras empresas menores estão apresentando desempenho fraco.
O banco realizou o “Dia da Educação” na última semana e destacou algumas conclusões para 2026 dos CEOs e CFOs, que incluem: (i) espera-se que as receitas cresçam cerca de 5%, exceto para a Cogna, que espera crescer a uma taxa de um dígito alto; (ii) as margens Ebitda devem ficar estáveis ou ligeiramente maiores (esperamos que as da Cogna diminuam); (iii) o impacto da nova regulamentação é limitado este ano devido ao período de transição (os impactos devem ser mais significativos em 2027; o impacto do modelo semipresencial na demanda, impulsionado pela conveniência, pode ser um problema).
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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