O banco de investimento Citi elevou a recomendação das ações do Banco do Brasil (BBAS3) de neutra para compra, com um novo preço-alvo de R$ 29. Isso representa um potencial de alta de 33% em relação ao valor de fechamento anterior.
A mudança na recomendação é baseada em dois fatores principais. O primeiro é o potencial alívio esperado com as medidas governamentais recentemente anunciadas, que podem reduzir o custo de risco e ampliar o capital do Banco do Brasil até 2026. O segundo fator é a percepção de que a maioria dos fatores negativos já estão precificados no mercado.
Uma medida que impactou positivamente a percepção do mercado foi a assinatura de uma Medida Provisória pelo presidente no último dia 5, liberando R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por problemas climáticos. Além disso, uma resolução do Conselho Monetário Nacional flexibilizou os critérios de cura de créditos em atraso, o que também foi bem recebido pelos investidores.
Os analistas do Citi projetam um lucro líquido de cerca de R$ 29,3 bilhões para 2026, com um aumento de 9% em relação ao consenso da Bloomberg, com base em um custo de risco mais normalizado. Entre os principais riscos destacados estão o baixo desempenho de crédito, a baixa adesão ao programa de alívio por parte dos clientes do agronegócio e possíveis pressões adicionais das PMEs sobre a qualidade dos ativos do banco.
Para o Citi, o terceiro trimestre de 2025 pode representar um ponto de virada em termos de lucratividade para o Banco do Brasil. A expectativa é de despesas de provisão em torno de R$ 16 bilhões, um leve aumento em relação ao segundo trimestre.
As alterações regulatórias também podem ter um impacto positivo nas ações do Banco do Brasil, principalmente no que diz respeito ao provisionamento e ao capital. O aumento do programa governamental poderia normalizar o custo de risco do banco e gerar lucros acima das estimativas para 2026.
Por outro lado, há riscos relacionados à adesão dos clientes aos programas do governo e ao desempenho de crédito, bem como possíveis recuperações no segmento de PMEs, que ainda precisam ser acompanhados de perto.
Em resumo, a recomendação de compra do Citi reflete a crença de que o Banco do Brasil pode se beneficiar das medidas do mercado e que o cenário negativo já está precificado. A expectativa é de potencial valorização das ações no curto e médio prazo, com base nas projeções positivas para a empresa.
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