A presidente-executiva da Nasdaq, Adena Friedman, defendeu a possibilidade de as empresas de capital aberto nos Estados Unidos optarem por apresentar relatórios financeiros semestrais em vez dos tradicionais trimestrais. Essa posição surge em meio a um cenário de busca por redução da carga regulatória sobre essas companhias.
O apoio de Friedman às reformas que buscam modificar a frequência dos balanços surge no momento em que o presidente Donald Trump renovou os apelos pelo fim dos relatórios corporativos trimestrais, alegando que essa medida representaria uma grande mudança no mundo empresarial do país.
A proposta de Trump, que já havia sido feita em 2018, necessita da aprovação da Securities and Exchange Commission (SEC), agência reguladora do mercado de capitais nos EUA.
Adena Friedman agradeceu ao presidente Trump por abordar um dos principais desafios enfrentados pelos líderes de empresas de capital aberto, relatando que a visão de curto prazo, agravada pelos relatórios trimestrais, é uma questão relevante. Ela ressaltou que reduzir os atritos e os custos associados à condição de empresa de capital aberto poderia estimular o crescimento econômico e energizar os mercados de capitais nos EUA.
A Nasdaq já havia defendido publicamente a simplificação das obrigações de relatórios, sugerindo que as empresas tenham a opção de apresentar relatórios semestrais, alinhando-se a práticas internacionais adotadas no Reino Unido e em diversos países da União Europeia.
Atualmente, a principal entidade reguladora de Wall Street exige que as empresas divulguem seus resultados financeiros a cada 90 dias. A mudança para relatórios semestrais representaria uma adaptação aos padrões de países europeus e do Reino Unido.
Executivos renomados de Wall Street, como Jamie Dimon e Warren Buffett, já argumentaram anteriormente que a visão de curto prazo, intensificada pelos relatórios trimestrais, está prejudicando a economia dos Estados Unidos. A discussão sobre a mudança na frequência dos balanços reflete um movimento mais amplo de revisão das regulamentações que impactam as empresas de capital aberto.
Essas propostas e discussões estão inseridas em um contexto de busca por otimização e modernização dos processos regulatórios, com o intuito de adequar as práticas norte-americanas às exigências e tendências internacionais. O debate sobre a frequência dos balanços corporativos trimestrais segue em pauta, aguardando possíveis desdobramentos e a aprovação da SEC para eventuais mudanças regulatórias significativas.
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