A presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Tarciana Medeiros, declarou que a inadimplência no setor agropecuário atingiu níveis históricos na instituição. Durante uma live com analistas e público em geral, a executiva destacou que a proporção atual de inadimplência é a maior já registrada na longa relação do banco com o agro.
Segundo a executiva, o banco enfrenta o pico de inadimplência no setor agrícola. Tarciana tranquilizou ao informar que a provisão para cobrir essas perdas já está refletida no balanço da instituição.
Tarciana Medeiros destacou uma mudança de postura do Banco do Brasil em relação ao setor agropecuário. Anteriormente conhecido como um banco mais flexível, passaram a adotar medidas mais rígidas, como a judicialização de dívidas.
A CEO abordou também a inadimplência na pessoa física, indicando uma melhora nessa frente. Ressaltou que já percebem uma recuperação no segundo semestre, fruto das estratégias adotadas pelo banco.
Tarciana Medeiros mencionou a importância de ajustes na resolução nº 4.966 do Conselho Monetário Nacional, a fim de melhor adequar à realidade do Banco do Brasil. Ela apontou a necessidade de provisões para cobrir perdas esperadas, destacando que não pretende abrir mão do modelo de risco da instituição.
A executiva enfatizou que, apesar de não abrir mão do modelo de risco, houve um agravamento das provisões no atual cenário. A CEO demonstrou uma postura de cautela em relação aos desafios presentes, mas reforçou a confiança nas estratégias adotadas pela instituição para lidar com os impactos da inadimplência.
O Banco do Brasil (BBAS3) enfrenta um cenário desafiador com a inadimplência no setor agropecuário atingindo patamares históricos. A instituição está adotando medidas mais rigorosas, como a judicialização de dívidas, em um movimento de mudança de postura em relação a esse segmento.
Apesar dos desafios, a executiva destacou sinais de melhora na inadimplência da pessoa física e demonstrou confiança nas estratégias adotadas para enfrentar o atual cenário econômico. A necessidade de ajustes na regulamentação vigente também foi apontada como estratégica para refletir a realidade do Banco do Brasil e garantir a sustentabilidade financeira da instituição.
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