Cemig e Eletrobras se destacam em leilão da 6ª rodada, porém impacto é contido

Leilão no setor elétrico movimenta mais de R$ 1,4 bilhão

O leilão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para quitação de dívidas do GSF contou com oito usinas vencedoras, registrando um ágio médio de 66% e movimentando mais de R$ 1,4 bilhão. Essa iniciativa permitiu às hidrelétricas quitarem parte de seus passivos em troca da extensão de concessões por até sete anos.

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Dos R$ 1,1 bilhão em passivos elegíveis, R$ 842 milhões foram negociados durante o leilão, que teve destaque para a China Three Gorges (CTG) como principal licitante. A empresa assegurou um alto volume de direitos de extensão, com lances expressivos nas usinas Capivara e Chavantes, obtendo em média 4,1 anos de prorrogação.

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Impacto limitado para Cemig e Eletrobras

Apesar de terem conquistado a extensão de concessões em usinas, a Cemig e a Eletrobras não devem ter um impacto significativo em seu valor presente líquido, de acordo com análise do Itaú BBA. A Cemig obteve a prorrogação das usinas Irapé, Queimado e da PCH Pai Joaquim, enquanto a Eletrobras conseguiu estender a UHE Coaracy Nunes.

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A empresa chinesa CTG se destacou no leilão, adquirindo um grande número de títulos de extensão e desembolsando quantias expressivas, com ágios implícitos elevados, como os 113% na UHE Capivara e 85% na UHE Chavantes.

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Considerações do BTG Pactual

O BTG Pactual comentou sobre a participação das empresas no certame, destacando que a Cemig arrematou três ativos com prêmios entre 20% e 25%, impacto neutro em seu valuation, e uma taxa interna de retorno variando entre 7,6% e 8,5%. Já a Eletrobras, ao conquistar a extensão da UHE Coaracy Nunes, teve seu movimento considerado sem relevância financeira.

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O relatório do BTG ressaltou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) questionou a taxa utilizada nos cálculos do leilão, podendo acarretar na revisão ou retirada das ofertas. Mesmo assim, o banco considera que os efeitos do certame representam uma alocação de capital modesta para as empresas envolvidas.

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Conclusão

O leilão da CCEE para quitação de dívidas do GSF movimentou cifras expressivas e proporcionou a extensão de concessões para diversas usinas. A participação de empresas como a CTG, Cemig e Eletrobras trouxe destaque para o evento, apesar do impacto financeiro limitado para algumas delas. A análise de especialistas aponta para uma alocação de capital modesta e questões a serem resolvidas pela ANEEL em relação às taxas utilizadas no certame.

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