Captação líquida de fundos de investimento atinge R$ 16,7 bilhões em julho, revela relatório da Anbima

Captação Líquida de Fundos de Investimento Alcança R$ 16,7 bilhões em Julho

De acordo com a Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos de investimento registraram uma captação líquida de R$ 16,7 bilhões no mês de julho. Esse valor representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando as entradas chegaram a R$ 36 bilhões. No acumulado do ano, a captação líquida dos fundos atinge R$ 25,9 bilhões, com o patrimônio líquido da indústria alcançando a marca de R$ 9,7 trilhões.

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Renda Fixa Mantém Crescimento em Meio a Juros Elevados

A captação líquida dos fundos foi impulsionada principalmente pelos fundos de renda fixa, que continuam se beneficiando da alta da taxa de juros no Brasil, a qual se encontra no patamar mais elevado em quase duas décadas. Em julho, os fundos de renda fixa registraram entradas líquidas de R$ 21,2 bilhões, um aumento em comparação aos R$ 10,8 bilhões observados no mês anterior.

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Fundos de Investimento em Renda Fixa se Destacam com Captação Líquida de R$ 14,6 bilhões

Dentro da categoria de renda fixa, os fundos do tipo Duração Livre Crédito Livre se destacaram ao concentrar os maiores aportes, com captação líquida positiva de R$ 14,6 bilhões. Enquanto isso, os fundos de ações lideraram as saídas no mês, com uma retirada líquida de R$ 5 bilhões. Por sua vez, os multimercados tiveram saídas líquidas de R$ 1,1 bilhão em julho, indicando uma redução nos resgates em relação ao mês anterior.

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Desempenho dos Fundos por Categoria

No total acumulado do ano, os multimercados lideram em retiradas, com captação líquida negativa de R$ 75,9 bilhões. Nos fundos de ações, os do tipo livre apresentaram as maiores saídas líquidas em julho, enquanto entre os multimercados, os do tipo macro foram os mais resgatados, registrando saídas de R$ 1,8 bilhão.

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Outras Categorias de Veículos de Investimento

Além dos fundos de investimento, outras categorias também tiveram movimentações significativas. Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) registraram uma captação líquida de R$ 2,7 bilhões. Enquanto isso, os fundos de investimento em participações (FIPs) receberam R$ 268,1 milhões em entradas líquidas. Já os fundos cambiais alcançaram uma captação líquida de R$ 149,3 milhões. Por outro lado, os fundos de índice (ETFs) tiveram resgates líquidos de R$ 1,5 bilhão, e os fundos de previdência apresentaram um saldo positivo de R$ 40,4 milhões.

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Com a manutenção da Selic em um patamar elevado pelo Copom, a expectativa é de que os fundos de renda fixa sigam sendo um dos principais motores de crescimento e estabilidade da indústria de fundos de investimento no Brasil. O cenário de juros altos parece continuar impulsionando a busca por estratégias mais conservadoras por parte dos investidores, refletindo diretamente no desempenho e nas movimentações desses veículos de investimento.

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