Na madrugada desta quarta-feira, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o PL da Dosimetria após um tumulto que resultou na retirada forçada do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) do Plenário. A confusão levou ao desligamento inédito do sinal da TV Câmara e ao cerceamento do trabalho da imprensa, com relatos de agressões a jornalistas.
O deputado ocupou a cadeira da presidência após saber que seu processo de cassação seria pautado, recusando-se a sair do local. A Polícia Legislativa intervenção e o removeu à força, enquanto aliados tentavam impedir a ação. Durante a retirada de Braga, parlamentares relataram agressões.
Os jornalistas presentes foram expulsos do Plenário e das galerias por policiais legislativos, que chegaram até a cortar o acesso visual à intervenção, restando apenas imagens transmitidas por deputados via celulares. No Salão Verde, agentes utilizaram força física, empurrões e puxões para abrir passagem, chegando a agredir a repórter Carolina Nogueira, do UOL, e outros profissionais.
Entidades representativas da imprensa como Fenaj, SJPDF, Abraji, ANJ, Abert e Aner reagiram criticando o corte de transmissão, a ação contra jornalistas e as agressões. Para esses grupos, os eventos desrespeitaram a liberdade de imprensa, exigindo responsabilização. As associações enfatizaram que tais práticas violam garantias constitucionais e não podem ser toleradas.
A resposta da Câmara dos Deputados em relação à operação e a quem autorizou o fechamento do Plenário e o corte do sinal permanecem em questão. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que solicitou investigações sobre possíveis excessos, alegando ter agido conforme protocolos de segurança e o regimento interno.
Parlamentares de esquerda também alegaram terem sido agredidos e registraram boletins de ocorrência, levantando questionamentos sobre a falta de ação similar diante de deputados bolsonaristas que ocuparam a Mesa Diretora. Enquanto isso, na oposição, houve comemorações pela retirada de Glauber Braga, destacando-se críticas à condução de Hugo Motta e acusações de oferta de pautas distantes das necessidades do povo.
Em meio a esse turbulento episódio na Câmara dos Deputados, a atenção se volta para os desdobramentos dessas ações e o impacto nas relações parlamentares e entre imprensa e poder legislativo. A busca por transparência, responsabilização e garantia da liberdade de imprensa são pontos cruciais para a reflexão sobre o ocorrido e suas consequências no cenário político nacional.
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