Caixa volta a financiar até 80% do valor de imóveis após mudanças no FGTS e poupança
Banco público restabelece percentual máximo de financiamento e anuncia pacote que inclui liberação de recursos da poupança e reajuste do teto do SFH
Paulo Barros
Agências de notícias
10/10/2025 12h31 •
Atualizado 4 minutos atrás
(Divulgação)
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A Caixa Econômica Federal voltou a financiar até 80% do valor de imóveis no Sistema de Amortização Constante (SAC), retomando o limite anterior à restrição imposta em novembro de 2024, quando a cota máxima havia sido reduzida para 70% devido ao esgotamento da capacidade de crédito do banco.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10) pelo presidente da instituição, Carlos Vieira, durante o lançamento do novo modelo de crédito imobiliário do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), em São Paulo. O programa prevê a liberação total dos depósitos compulsórios da poupança para ampliar o acesso da classe média à casa própria.
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Segundo Vieira, a retomada da cota de 80% foi viabilizada por mudanças nas regras de utilização dos recursos do FGTS e da poupança. Ele destacou que a nova estrutura de crédito tem potencial para destravar o financiamento habitacional e estimular o setor da construção civil.
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O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o novo modelo permitirá a contratação de 80 mil unidades adicionais até o fim de 2026. O programa deve injetar, de forma imediata, pelo menos R$ 20 bilhões em novos financiamentos imobiliários.
O pacote também inclui o reajuste do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que permite o uso do FGTS na compra do imóvel. O valor máximo, congelado desde 2018 em R$ 1,5 milhão, passa agora para R$ 2,25 milhões.
De acordo com Vieira, a elevação do teto, aprovada com apoio do Ministério da Fazenda, da Câmara dos Deputados e do Banco Central, somada à flexibilização dos recursos da poupança, deve reforçar a confiança do setor e impulsionar o crédito imobiliário.
A Caixa, responsável por cerca de 70% dos financiamentos habitacionais do país, será a principal instituição a operar o novo modelo, que ficará em fase de teste até o fim de 2026. O funcionamento pleno está previsto para 2027, caso o formato se mostre eficaz para ampliar a oferta de crédito e reduzir custos.
(com Estadão Conteúdo)
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Paulo Barros
Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)
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