Nesta segunda-feira (4), o Brasil aguarda a divulgação do Boletim Focus, que apresenta projeções de instituições financeiras para indicadores como inflação, crescimento do PIB e taxa de câmbio. Este é o primeiro relatório após a decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15%. Às 14h30, também será divulgado o Caged, referente a junho, com detalhes sobre o mercado formal de trabalho no país.
Nos Estados Unidos, o índice de encomendas à indústria de junho será divulgado às 11h. O resultado é aguardado com expectativas em meio ao aumento das apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, após um relatório de emprego mais fraco. Além disso, a saída de Adriana Kugler do banco central abre espaço para a possibilidade de indicação de um novo membro alinhado à defesa de juros mais baixos por parte do presidente Donald Trump.
Empresas como Copasa, BB Seguridade, Pague Menos e Tegma terão os balanços do segundo trimestre divulgados nesta segunda. Investidores estarão atentos também ao possível telefonema entre Lula e Trump antes do tarifaço sobre produtos brasileiros entrar em vigor na quarta-feira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma agenda movimentada, iniciando com uma reunião no Palácio do Planalto e passando por encontros ao longo do dia. Às 14h40, está prevista a recepção do secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza, seguida por participação em uma cerimônia de sanção de projeto de lei.
Na sexta-feira (1º), o presidente Donald Trump ordenou o envio de dois submarinos nucleares para áreas próximas à Rússia, em resposta a ameaças do ex-presidente russo Dmitry Medvedev. O clima de tensão entre os dois países cresce, colocando em alerta a comunidade internacional.
A indústria francesa de vinhos e destilados pode enfrentar prejuízos de até €1 bilhão com a imposição de uma tarifa de 15% pelos EUA a partir de 7 de agosto. A medida poderia cortar 25% das exportações anuais e afetar 600 mil empregos. França e União Europeia buscam negociar uma isenção, porém o cenário global de excesso de vinho e queda na demanda complicam a situação.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu a primeira revisão do acordo com a Argentina, liberando cerca de US$ 2 bilhões. O país sul-americano obteve destaque por sua transição para um regime cambial mais flexível, queda da inflação e crescimento econômico. A diretora-geral do FMI destacou a importância de preservar a flexibilidade cambial e recomendou reformas no mercado de trabalho, investimento estrangeiro e abertura comercial.
Entidades do setor de consumo e varejo preparam documento detalhando os impactos do tarifaço e sugestões de apoio ao governo. Entre as propostas, está a suspensão do aumento do IOF, adiantamentos de contrato de câmbio e flexibilização nas contratações sob a CLT. Associações como Abras e Abia participam da iniciativa, buscando alternativas para lidar com os impactos econômicos esperados.
Deputados e senadores voltam do recesso nesta terça-feira (5), com previsão de debater temas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a taxação das bets e de títulos de investimentos isentos, e a cassação da deputada Carla Zambelli, condenada por invasão ao sistema eletrônico do CNJ. A votação da LDO de 2026, a PEC da Segurança Pública e a regulamentação da IA também estão entre os temas prioritários para o segundo semestre.
Nos bastidores políticos, Eduardo Bolsonaro intensifica a pressão nos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes, buscando o bloqueio total de suas contas bancárias. A atuação do deputado no exterior é criticada pelo ministro Gilmar Mendes, que classifica as ações como "ato de lesa-pátria". Paralelamente, a decisão da Corte de Apelação de Roma mantém a deputada Carla Zambelli presa em regime fechado durante o processo de extradição para o Brasil. O clima de confronto político se intensifica, refletindo também em questões comerciais e de segurança internacional.
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