Na terça-feira (16), os preços dos contratos futuros do café arábica na bolsa Intercontinental de Nova York quase alcançaram um recorde histórico. Essa alta é atribuída às tarifas dos EUA e ao clima seco no Brasil, que tem impacto na produção esperada para 2026.
Os contratos futuros do café arábica alcançaram US$ 4,24 por libra-peso, o maior valor em sete meses e próximo do recorde de US$ 4,29 por libra-peso atingido no início do ano. No entanto, os preços caíram no final da sessão, com investidores realizando lucros, e o arábica fechou em US$ 4,0935 por libra-peso, uma queda de 2%.
O café se destaca como um dos itens que mantêm os preços dos alimentos nos Estados Unidos em patamares elevados. As tarifas impostas pelo governo Trump sobre as importações brasileiras em julho, incluindo o café verde, resultaram em um aumento de cerca de 50% nos preços do café arábica na ICE desde então.
Os preços do café torrado nos supermercados dos EUA subiram 20,9% em agosto em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics. O Brasil, que costumava fornecer um terço do café consumido nos EUA, viu seus embarques diminuírem devido às tarifas, levando os torrefadores locais a utilizar os estoques disponíveis.
A situação tarifária também levou a um atraso na cobertura do setor cafeeiro dos EUA. Enquanto os comerciantes e produtores liquidam suas posições vendidas em futuros para evitar grandes margens na bolsa, os fundos especulativos aproveitam para aumentar suas compras, impactando os preços.
Além das tarifas, a preocupação com o clima no Brasil também contribui para a alta dos preços do café. Setembro se mostrou seco no país, e a chegada das chuvas é essencial para estimular a fase de floração dos cafeeiros, determinante para a produção de frutos no próximo ano.
Enquanto isso, o café robusta teve uma queda de 1,3%, chegando a US$ 4.781 a tonelada métrica. Outras commodities soft também apresentaram variações: o cacau em Londres caiu 2,1%, para 5.107 libras por tonelada, e o cacau em Nova York perdeu 3,6%, ficando em US$ 7.371 a tonelada. Já o açúcar bruto recuou 0,6%, a 15,90 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco teve pouca alteração, a US$ 465,80 por tonelada.
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