As ações da Braskem (BRKM5) apresentaram forte queda nesta quinta-feira (7) após a empresa divulgar os resultados do segundo trimestre aquém das expectativas já reduzidas do mercado. O Ebitda recorrente de R$ 427 milhões ficou muito abaixo dos R$ 946 milhões previstos pela XP, com uma queda de 68% em relação ao trimestre anterior. Enquanto o prejuízo líquido de R$ 267 milhões foi 32% melhor que o esperado pela corretora, reverteu o lucro líquido anterior.
A XP aponta que um dos principais responsáveis pelo desempenho aquém do esperado pode ser um efeito temporal não monetário. Após o "Liberation Day", em 2 de abril, os preços das resinas e matérias-primas caíram, mas o custo dos produtos vendidos ainda reflete custos unitários mais altos devido ao baixo giro de estoque do setor.
O JPMorgan avaliou negativamente o resultado da Braskem no segundo trimestre, com números abaixo das estimativas próprias e do consenso de mercado. A dívida líquida ajustada subiu para US$ 6,9 bilhões e a alavancagem subiu para 10,59 vezes a relação dívida líquida/EBITDA. O banco manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 6.
Já o Bradesco BBI ressaltou que o Ebitda recorrente da Braskem ficou muito abaixo das expectativas devido a spreads mais baixos, desalinhamento de estoques e uma parada programada para manutenção no México. O fluxo de caixa livre ao acionista melhorou para -US$ 161 milhões, mas segue negativo diante da fraca geração operacional de caixa. O preço-alvo foi ajustado para R$ 10 por ação ao final de 2026.
A XP destaca que, embora as perdas de estoque afetem negativamente o resultado, elas não necessariamente prejudicam o fluxo de caixa, havendo um efeito positivo relacionado à redução das necessidades de capital de giro. O terceiro trimestre de 2025 poderia mostrar uma recuperação significativa em relação aos baixos níveis do segundo trimestre, caso essa hipótese se confirme.
A possível aprovação do projeto de lei PRESIQ é vista como uma importante tábua de salvação para a Braskem e para o setor. O Bradesco BBI ressalta que, embora a visibilidade sobre os spreads seja limitada, a indústria química busca medidas antidumping contra o polietileno dos EUA e isenção de impostos sobre matérias-primas. O banco estima que, se implementadas com sucesso, tais medidas poderiam impulsionar o Ebitda da Braskem em até 80%.
Diante do cenário atual, com a queda nas ações da Braskem após resultados do 2T abaixo das expectativas, as projeções estão sendo revisadas para refletir um panorama menos otimista para a empresa nos próximos anos. Apesar das dificuldades enfrentadas, há uma perspectiva de recuperação para a Braskem, especialmente se medidas favoráveis forem implementadas e se confirmar a melhora esperada para o terceiro trimestre de 2025.
A Braskem enfrenta desafios em relação aos resultados do segundo trimestre, com impactos negativos nos indicadores financeiros e na confiança do mercado. Entretanto, a empresa busca alternativas para superar essas dificuldades, com a possibilidade de recuperação nos próximos trimestres e potencial impulsionamento do Ebitda caso medidas favoráveis se concretizem. Acompanhar a evolução desses cenários e as ações tomadas pela Braskem e pelo setor químico será fundamental para os investidores e analistas nos próximos meses.
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