O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (30) detalhes das novas tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, com exceções que não terão a taxa adicional de 40% como anunciado anteriormente. Essas exceções representam uma boa notícia para o mercado brasileiro, conforme aponta o Bradesco BBI.
As exceções anunciadas atingem setores-chave das exportações do Brasil para os EUA, como petróleo, minério de ferro, aço, aviões, celulose e suco de laranja. Segundo o banco, tais isenções reduzem significativamente a alíquota tarifária efetiva, o que pode gerar um rali de alívio para o mercado financeiro brasileiro.
O adiamento da implementação das tarifas por sete dias pode abrir espaço para negociações que ainda não ocorreram. Para o Bradesco BBI, essa medida representa uma redução da tensão e um resultado positivo em comparação com os temores do mercado em relação a um impasse prolongado ou uma escalada ainda pior no cenário de tarifas.
Os estrategistas do banco atualizaram sua análise, assumindo agora uma alíquota tarifária efetiva de 25%, o que pode resultar em um aumento médio de 25% no mercado de ações brasileiro. Em comparação, em um cenário de impasse prolongado, previam uma alta de 10%, enquanto em uma escalada projetavam uma queda de 15%.
Com uma exposição relativamente baixa de 12% às exportações para os EUA e um ciclo de negócios favorável, a economia brasileira estaria preparada para enfrentar as incertezas comerciais decorrentes das novas tarifas. A expectativa é de que as ações brasileiras experimentem um modesto rali de alívio, recuperando-se após um desempenho inferior em relação a mercados emergentes no último mês.
O banco mantém uma exposição acima da média (overweight) em relação ao Brasil, considerando o país um dos mercados mais baratos do mundo. As previsões indicam que as recuperações no mercado de ações brasileiro serão lideradas por empresas com maior exposição aos EUA e isenções tarifárias, como Embraer e Suzano.
Diante de uma fraqueza significativa do mercado, o Bradesco BBI enxerga uma oportunidade de compra no Brasil, destacando o desconto nas avaliações de ações e câmbio, além dos benefícios dos fluxos estrangeiros e locais. A equipe do banco vê um cenário favorável para o país, com potenciais catalisadores para o futuro.
Ao acompanhar de perto os desdobramentos políticos e econômicos, o Bradesco BBI reforça a importância de observar com atenção as consequências das novas tarifas dos EUA e suas implicações para o mercado brasileiro.
Por Lara Rizério, Editora de Mercados do InfoMoney.
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