O Bradesco divulgou nesta quarta-feira (30) seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, registrando um lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões. Esse valor representa um aumento significativo de 28,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As projeções feitas pela LSEG indicavam um lucro esperado de R$ 5,95 bilhões, mostrando que o resultado alcançado pelo banco superou as expectativas do mercado.
No mesmo período, o lucro líquido contábil do Bradesco foi de R$ 11,9 bilhões, um aumento de 33% em comparação com o segundo trimestre de 2024. O banco destacou a elevação da inadimplência, atribuindo-a ao comprometimento de renda das famílias, que aumentou devido às altas taxas de juros e operações de crédito emergenciais.
Com relação às projeções para o restante do ano, o Bradesco revisou para cima suas previsões de crescimento da receita de serviços e das operações de seguros, previdência e capitalização.
As receitas totais do banco atingiram R$ 34 bilhões no segundo trimestre, representando um aumento de 15,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto as receitas de serviços cresceram 10,6%, totalizando R$ 10,3 bilhões, as despesas operacionais totais aumentaram 9,9%, alcançando R$ 15,9 bilhões.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 14,6% no segundo trimestre, superando os índices do ano anterior.
A carteira de crédito expandida do Bradesco chegou a R$ 1,02 trilhão no final de junho, com um aumento de 11,7% em relação ao ano anterior. Em relação à inadimplência acima de 90 dias, o índice totalizou 4,1%, mantendo-se estável em comparação ao trimestre anterior.
A despesa de provisão com perdas atingiu R$ 8,9 bilhões no segundo trimestre, refletindo um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior.
O Bradesco manteve sua estratégia de enxugamento da rede de agências, encerrando o segundo trimestre com 2.168 unidades. Além disso, o banco apresentou um aumento de 4,4% no lucro líquido recorrente do negócio de seguros, registrando R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre.
Os índices de Basileia e de capital nível 1 também tiveram bons desempenhos, demonstrando a solidez financeira do Bradesco em meio ao cenário econômico atual.
Diante do desempenho positivo no segundo trimestre, o presidente-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, destacou a importância de preservar a qualidade das novas operações de crédito, mantendo a cautela em um cenário econômico de desaceleração.
Os resultados do Bradesco refletem a capacidade do banco de se adaptar às condições do mercado, apresentando um crescimento consistente e perspectivas otimistas para o restante do ano.
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