O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quinta-feira que obteve um lucro líquido de R$13,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, mantendo-se estável em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Em termos recorrentes, o lucro líquido do BNDES aumentou 2% em relação ao ano anterior, totalizando R$7,3 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por operações envolvendo ações da JBS.
O BNDES destacou um efeito positivo no segundo trimestre de R$901 milhões decorrente de operações realizadas com ações da JBS. Desse total, R$267 milhões foram provenientes da venda de papéis e R$634 milhões da dupla listagem da empresa no Brasil e nos Estados Unidos.
Ao final de junho, a carteira de participações societárias do BNDES alcançou R$80,3 bilhões, registrando uma redução em relação aos três meses anteriores. Esse resultado foi impactado por ajustes negativos de valor de mercado de empresas como Petrobras e JBS, compensados pela valorização de Copel.
A carteira de crédito expandida do banco atingiu R$597,5 bilhões no primeiro semestre, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,03%, uma queda de 0,04 ponto percentual.
No período analisado, os desembolsos do BNDES totalizaram R$54,6 bilhões, um aumento de 11% em comparação ao mesmo período de 2024. As consultas por financiamento cresceram 7%, atingindo R$133,2 bilhões, enquanto as aprovações de empréstimos aumentaram 9%, chegando a R$72,8 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio (ROE) do BNDES no primeiro semestre ficou em 18,8%, apresentando uma diminuição de 0,8 ponto percentual em relação ao ano anterior. Já o ROE recorrente recuou 0,3 ponto, alcançando 10,3%.
Esses resultados demonstram a performance financeira do BNDES no primeiro semestre de 2025, refletindo a realização de operações estratégicas e a movimentação da carteira de investimentos do banco.
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