O Bitcoin alcançou um novo recorde histórico, atingindo o valor de US$ 125.689, equivalente a R$ 670.990, no último domingo, na Ásia. Este valor supera a máxima anterior registrada em 14 de agosto. Este aumento foi impulsionado pela alta das ações americanas e pelo fluxo renovado de entrada em fundos negociados em bolsa (ETFs) vinculados ao Bitcoin.
Investidores estão especulando que a paralisação do governo dos EUA, iniciada na última quarta-feira, pode levar a um aumento da procura por ativos considerados seguros, em um movimento denominado de "debasement trade" (negócio baseado na desvalorização). Ativos como ações, ouro e até colecionáveis como cartas de Pokémon têm atingido máximas históricas, e o Bitcoin se beneficia da narrativa de desvalorização do dólar.
O Bitcoin já havia registrado uma máxima de US$ 124.514 em 14 de agosto e atualmente acumula uma alta de mais de 30% neste ano. O desempenho histórico da criptomoeda no mês de outubro, conhecido como "Uptober", também tem contribuído para o sentimento otimista. Nos últimos 10 meses de outubro, o Bitcoin teve nove períodos de alta.
No último ano, o Bitcoin tem mantido uma trajetória ascendente, favorecido pelo ambiente legislativo favorável em Washington durante a gestão do ex-presidente Donald Trump. Empresas públicas, lideradas pela Strategy de Michael Saylor, têm impulsionado a demanda pela criptomoeda, adotando a estratégia de acumulação. Esse movimento se estendeu para outras criptomoedas, como o Ether, gerando uma valorização generalizada nos ativos digitais.
O mercado financeiro também tem sido impactado por outras movimentações, com as ações americanas alcançando máximas históricas na sexta-feira, impulsionadas por negócios e parcerias na área de inteligência artificial. Enquanto os títulos do Tesouro e o dólar registraram queda, o ouro seguiu com ganhos semanais, devido às compras de bancos centrais e às preocupações com a inflação.
Alguns analistas acreditam que a paralisação do governo dos EUA pode favorecer o Bitcoin, diferentemente do que ocorreu durante a última paralisação, entre 2018 e 2019, quando a criptomoeda não estava tão alinhada com os ativos de risco tradicionais.
Em meio a esses movimentos, o Bitcoin tem se destacado e conquistado novos recordes, demonstrando sua relevância e atraindo cada vez mais investidores. A tendência de alta da criptomoeda tem se mantido, refletindo a confiança do mercado e a procura por ativos considerados seguros em momentos de incerteza econômica.
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