Bitcoin sobe na contramão de Wall Street e segue ouro em meio a conflito no Irã

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Pela primeira vez em muito tempo, o Bitcoin acompanhou corrida por ativos de refúgio e volta a se aproximar da marca de US$ 70 mil

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Paulo Barros

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02/03/2026 13h49 •

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Atualizado 3 minutos atrás

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Representações da criptomoeda bitcoin são vistas nesta ilustração feita em 25 de novembro de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/FOTO DE ARQUIVO

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O Bitcoin (BTC) voltou a subir nesta segunda-feira (2) e superou os US$ 69 mil, mesmo diante da queda da maioria dos ativos globais após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e os contra-ataques iranianos nos últimos dias. A criptomoeda ampliou os ganhos ao longo do dia, após ter rompido a marca de US$ 68 mil mais cedo.

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Por volta das 15h (horário de Brasília), o Bitcoin era negociado a US$ 69.608, com alta de 4,1% nas últimas 24 horas. Já o Ethereum (ETH) era negociado com ganho de 3,3%, o BNB subia 3,5% e o XRP avançava 2,2%. A Solana (SOL) era a única entre as principais criptomoeda a registrar alta superior à do BTC, com salto de 4,3% no dia.

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“Esse comportamento chama atenção porque indica que, mesmo em um contexto de forte aversão ao risco global, o ativo não apresentou uma deterioração estrutural”, comenta Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, sobre o BTC.

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“Isso reforça a leitura de que o Bitcoin vem demonstrando maior solidez relativa dentro do próprio mercado cripto e começa a apresentar características mais consistentes de um ativo com demanda estrutural, e não apenas especulativa”, completa.

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Chamou atenção também que, pela primeira vez em muito tempo, o Bitcoin acompanhou o ouro, que sobe 1,2% na sessão, em meio à corrida por ativos de refúgio.

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Para Mike McGlone, estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, petróleo e ouro já estavam precificados para o risco geopolítico e podem ter atingido picos em 2026 após os ataques. “A queda inicial do Bitcoin para US$ 63 mil em 28 de fevereiro e a recuperação podem sinalizar alívio para ativos de risco”, avalia.

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Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, dados obtidos pela Elliptic apontam que, minutos após os ataques aéreos, as saídas de criptos de exchanges iranianas aumentaram mais de 700%. O movimento indica uma retirada acelerada de recursos das plataformas locais diante da instabilidade.

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Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)

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