Na terça-feira, 25 de novembro de 2025, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, abordou sobre os questionamentos que a autarquia vem enfrentando em relação ao Banco Master. Ele destacou a importância de fundamentar as decisões na legalidade, evitando influências da opinião pública.
Galípolo mencionou que o Banco Central tem sido questionado por órgãos de controle tanto por ações realizadas quanto por omissões ou atrasos. Ele ressaltou a constante pressão para justificar os atos e as omissões da instituição, mesmo quando são direções opostas.
O presidente do BC enfatizou que a autarquia não avalia a conveniência de investimentos, sendo sua atuação voltada para fiscalização. No caso do Banco Master, foram identificados pontos pelos órgãos de controle, o que resultou no desfazimento de operações e na realização de auditorias sobre os ativos envolvidos.
Galípolo destacou que as investigações sobre o caso ultrapassam questões de liquidez e valores de ativos, envolvendo órgãos como Ministério Público, Polícia Federal e Justiça. Ele alertou que qualquer ação fora do escopo estabelecido pelo Banco Central poderia acarretar prejuízos ao erário público.
Durante uma audiência pública no Senado, Galípolo destacou que emitir CDBs com taxas elevadas ou participar de eventos sociais não configuram automaticamente infrações. Ele ressaltou que o caso do Banco Master chamou atenção não apenas pelas operações financeiras, mas também pela venda de ativos em um contexto de restrição de liquidez.
O presidente do Banco Central ressaltou que a investigação do caso revelou inconsistências em parte da carteira de crédito negociada e a ausência de evidências sobre a existência das operações realizadas. Esse cenário levou a investigações mais aprofundadas, envolvendo possíveis fraudes que vão além da esfera regulatória.
Questionado sobre a capacidade de fiscalização do BC, Galípolo reforçou a importância da PEC 65, que concede autonomia administrativa, financeira e orçamentária à autoridade monetária. Ele alertou que a falta de recursos pode comprometer a eficácia das ações de fiscalização, tornando essencial o apoio por meio da proposta em questão.
O presidente do Banco Central enfatizou a necessidade de investimentos e recursos adequados para garantir a efetividade da regulação e fiscalização do sistema financeiro. A discussão sobre a PEC 65 surge como uma medida crucial para fortalecer o papel do BC diante dos desafios do mercado.
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