As ações do Banco do Brasil (BBAS3) seguem em alta, marcando um aumento de 20% desde que atingiram o valor abaixo de R$ 20 em agosto. A recuperação das ações está sendo impulsionada por medidas do governo que buscam aliviar a situação do banco estatal, que vinha sofrendo com o aumento da inadimplência no agronegócio.
**Medidas do governo impulsionam recuperação**
No dia 5 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que libera R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por problemas climáticos. Além disso, uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizou os critérios de cura de créditos em atraso, o que tem impactado diretamente o tratamento contábil e a potencial recuperação da rentabilidade do agronegócio do Banco do Brasil.
**Expectativas e projeções para o Banco do Brasil**
Analistas do Safra acreditam que as medidas adotadas devem gerar um alívio contábil de curto prazo para o Banco do Brasil, contribuindo para a retomada de receitas de juros e redução da pressão de capital. Estima-se que tais ações possam adicionar cerca de R$1,5 bilhão ao lucro líquido em 2026 e reduzir as provisões já a partir do quarto trimestre de 2025.
**Impacto direto nos resultados financeiros**
Durante a divulgação do balanço do segundo trimestre, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou que estava buscando formas de garantir uma transição suave na implementação das novas regras contábeis que foram instituídas no início do ano. Estas mudanças contribuíram significantemente para o aumento na inadimplência.
**Cenário atual e projeções futuras**
Por volta das 10h35, as ações do BB ON apresentavam uma alta de 0,68%, alcançando o valor de R$22,20. Em setembro, as ações já acumulam uma alta de 3,79%, seguindo uma valorização de 8,58% em agosto. A mínima do ano foi de R$18,35 no dia 1º de agosto, enquanto a máxima, de R$29,22, ocorreu em 14 de maio, antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre.
**Perspectivas de analistas do BTG e Safra**
Analistas do BTG Pactual destacaram a importância das recentes medidas do governo para o Banco do Brasil. A possibilidade de renegociação de empréstimos e a reclassificação de operações em atraso têm gerado expectativas positivas.
Por outro lado, os analistas do Safra alertam para a fragilidade dos fundamentos, uma vez que o agronegócio ainda apresenta altos níveis de alavancagem. Eles ressaltam que o problema estrutural de inadimplência segue presente, com riscos crescentes em relação ao crédito à pessoa física e às pequenas e médias empresas.
**Conclusão**
Apesar da recuperação das ações do Banco do Brasil impulsionada pelas medidas do governo, analistas mantêm recomendação neutra para os papéis, ressaltando o panorama desafiador em termos de inadimplência e riscos associados ao crédito. Ainda assim, as perspectivas de alívio contábil e recuperação financeira são pontos positivos a serem observados no cenário atual da instituição financeira.
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