BBA revela por que aposta mais em Alupar do que em Taesa, mesmo com dividendos elevados da segunda

Alupar é a preferência do Itaú BBA em detrimento da Taesa

O Itaú BBA manteve a recomendação market perform para Taesa, porém elevou seu preço-alvo para o final de 2026. A valorização das ações da empresa fez com que o retorno estimado se tornasse menos atrativo em comparação com Alupar, que recebeu a recomendação outperform do banco.

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Apesar do aumento no preço-alvo da Taesa para R$ 44,90, o retorno real implícito estimado é de aproximadamente 8,2%, o que é considerado menos atrativo em comparação com Alupar. A valorização da Taesa atingiu cerca de 39% no acumulado do ano, comprimindo o valuation da empresa.

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Dividendos continuam sendo destaque na análise

O Itaú BBA destaca a perspectiva superior de dividendos da Taesa no curto e médio prazo, com previsão de payout de 100% a partir de 2026. Os dividendos declarados em 2025 já ultrapassam R$ 800 milhões, com yield de 6,4% considerando os dados até setembro.

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Para os próximos anos, o banco projeta yields ainda mais altos: cerca de 8% em 2026, aproximadamente 9% em 2027 e níveis de dois dígitos a partir de 2028. A participação de investidores pessoa física na Taesa ainda é relevante, correspondendo a cerca de 55% do free float da empresa.

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Indenização ao término da concessão ganha relevância

Uma questão relevante para a Taesa é a indenização ao término da concessão, com cerca de 40% da Receita Anual Permitida expirando até 2032. O Itaú BBA destaca que a renovação das concessões é um tema central, mas sustenta que a indenização do saldo de ativos não depreciados é provável em cenários de relicitação.

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Com base nessas premissas, o banco incluiu a indenização de valor residual em seu modelo de avaliação da empresa, o que oferece um piso mais claro de valuation mesmo sem a concretização das renovações.

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Participação seletiva em leilões e disciplina de capital

A Taesa venceu o Lote 3 do leilão 2/2024, um projeto de menor porte, com potenciais sinergias com ativos adjacentes e economia de custos de aproximadamente 25%. Já no leilão 4/2025, a empresa adotou uma postura mais cautelosa, com ofertas com deságios abaixo de 40% e sem vitórias, o que foi visto de forma positiva pelo Itaú BBA diante do ambiente competitivo.

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A administração da Taesa avalia possíveis sinergias com ativos já existentes e economia de custos para projetos futuros, demonstrando disciplina de capital e estratégia seletiva em relação aos leilões do setor.

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Essas decisões e projeções colocam Alupar em destaque como a preferência do Itaú BBA em relação à Taesa, devido a fatores como retorno estimado e potencial de valorização. A perspectiva de dividendos e a postura da Taesa em relação aos leilões futuros são elementos-chave na análise do banco sobre as duas empresas do setor de energia elétrica.

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