Um levantamento realizado pelo Itaú BBA revelou uma leve melhora no humor dos investidores em relação ao Ibovespa, principal Bolsa de Valores do Brasil. Segundo a pesquisa, quase metade dos entrevistados espera que o Ibovespa encerre o ano entre 140 mil e 150 mil pontos. Para os próximos seis meses, 69% dos participantes têm uma visão positiva, enquanto 25% estão neutros e apenas 5% são pessimistas. O índice médio de confiança atribuído foi de 7,03 em uma escala de 0 a 10, o segundo maior desde o início da série em 2024.
Os gestores de recursos estão concentrando suas apostas em setores considerados defensivos. De acordo com o levantamento, as utilities (empresas de energia, água e saneamento) lideram as preferências, com um sobrepeso de 61,8%. Em seguida, vêm os grandes bancos, com 44,3%, e o setor financeiro fora dos "bancões", que alcançou 35,1%. Construtoras e incorporadoras aparecem com 30,5%, enquanto o varejo fica com 22,1%. Saúde, shoppings, bens de capital, transporte, logística e tecnologia também estão entre os setores mais procurados pelos investidores.
Os analistas observam que as elétricas ainda são majoritariamente detidas por investidores locais. Gestores de São Paulo estão mais posicionados em consumo e construção, já os do Rio de Janeiro focam em saúde. Os gestores de hedge funds estão mais expostos à utilities e menos aos grandes bancos do que os gestores long only.
Por outro lado, os setores ligados a commodities lideram a lista de menor exposição, com siderurgia e mineração com 48,1% de subpeso, seguidos por petróleo e gás com 36,6%. Consumo, papel e celulose, telecomunicações e grandes bancos também figuram entre os menos demandados. Em relação aos riscos, a possibilidade de uma recessão global ou nos EUA continua sendo o mais mencionado, seguida pela aceleração da inflação e juros.
Fora do Brasil, o humor com as bolsas dos Estados Unidos melhorou, com uma avaliação média de 6,16 em uma escala de 0 a 10. Perguntados sobre qual país na América Latina, exceto o Brasil, têm a visão mais positiva, dois terços dos investidores escolheram a Argentina, seguida pelo Chile com 20%.
O levantamento do Itaú BBA mostra uma melhora no humor dos gestores em relação à Bolsa, com maior confiança e expectativas positivas. Apesar disso, a preferência por setores defensivos indica uma postura cautelosa por parte dos investidores, que permanecem atentos aos cenários nacional e internacional, destacando riscos como uma possível recessão global e a aceleração da inflação e juros.
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