Bancos da Europa preparam lançamento de criptomoeda estável lastreada no euro buscando reduzir influência dos Estados Unidos.

Bancos europeus planejam lançar stablecoin do euro para competir com o domínio dos EUA

Um consórcio formado por nove bancos europeus, incluindo ING e UniCredit, está se unindo para criar uma nova empresa e lançar uma stablecoin denominada em euros. A iniciativa visa combater o domínio dos Estados Unidos no mercado digital, frente à preparação de empresas financeiras americanas para lançar suas próprias criptomoedas lastreadas em dólares.

Leia mais

O uso de stablecoins tem crescido nos últimos anos, especialmente entre traders de criptomoedas, facilitando transferências de fundos entre tokens mais voláteis, além de serem utilizadas em pagamentos digitais e transações internacionais.

Leia mais

Lançamento da stablecoin e cenário atual

A nova empresa, sediada em Amsterdã, pretende lançar a stablecoin do euro no segundo semestre do próximo ano. Atualmente, as stablecoins denominadas em euros totalizam apenas US$620 milhões, em comparação com a emissão global de stablecoins que chega a quase US$300 bilhões, sendo os tokens atrelados ao dólar os mais predominantes, de acordo com dados do Banco da Itália.

Leia mais

Os bancos europeus envolvidos alegam que a iniciativa proporcionará uma alternativa real ao mercado de stablecoins dominado pelos EUA, contribuindo para a autonomia estratégica da Europa em pagamentos. A proposta é criar um token que viabilize pagamentos e liquidações rápidos e de baixo custo, mesmo com a postura cética do Banco Central Europeu em relação às stablecoins.

Leia mais

Ceticismo do BCE e resistência de alguns bancos

A presidente do BCE, Christine Lagarde, já expressou preocupações em relação às stablecoins emitidas de forma privada, apontando riscos para a política monetária e a estabilidade financeira. Ela defende a criação de uma versão digital da moeda única da UE, como medida mais segura.

Leia mais

Alguns bancos comerciais resistem à introdução de um euro digital, temendo que isso possa esvaziar seus cofres, uma vez que clientes poderiam transferir dinheiro para uma carteira garantida pelo BCE.

Leia mais

Pressão na Europa e participantes do consórcio

Um relatório do Deutsche Bank ressalta a pressão sobre a Europa, especialmente diante da adoção de stablecoins baseadas em dólar por economias de mercados emergentes. Além do ING e UniCredit, outros bancos envolvidos na nova empresa são Banca Sella, KBC, DekaBank, Banco Danske, SEB, Caixabank e Raiffeisen Bank International.

Leia mais

O braço criptográfico do Société Générale lançou uma stablecoin baseada em euros em 2023, porém não teve uma ampla adoção até o momento. Enquanto isso, o Bank of America e o Citigroup, entre outros bancos americanos, consideram a emissão de suas próprias stablecoins.

Leia mais

Considerações finais e panorama atual

Apesar da movimentação dos bancos europeus em lançar uma stablecoin do euro, o mercado ainda é dominado por players não bancários, como Tether e Circle. A iniciativa visa gerar uma alternativa sólida aos tokens lastreados em dólar, impactando diretamente na autonomia estratégica da Europa no setor de pagamentos digitais e transações internacionais.

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Investidor Consciente