O presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, sinalizou a possibilidade de um aumento nas taxas de juros na próxima reunião de política monetária, em dezembro. Ueda destacou a importância da análise de reajustes salariais pelas empresas para sustentar a inflação em torno da meta de 2%.
A inflação no Japão permanece resistente, enquanto o iene enfraquecido tem pressionado os preços de importados. Economistas têm opiniões divergentes sobre o momento do próximo aumento, considerando a defesa de políticas fiscais expansionistas pela primeira-ministra.
Após os comentários de Ueda, o mercado passou a precificar com maior probabilidade um aumento já em dezembro, o que fez o iene se fortalecer em relação ao dólar e o rendimento do título do governo japonês de 10 anos atingir a máxima desde 2008.
A consultoria Capital Economics antecipou sua projeção e estima que a taxa básica subirá para 0,75% na reunião deste mês, com previsão de mais dois ajustes em 2026. Ueda ressaltou que os ajustes serão graduais para não prejudicar a economia, apenas para adequar o estímulo ao crescimento e estabilidade de preços.
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