Banco do Brasil lança estratégia para reduzir inadimplência, mas lucro robusto ainda está longe de ser realidade

Banco do Brasil busca reduzir inadimplência com medidas recentes

O Banco do Brasil está enfrentando um aumento na inadimplência no agronegócio e entre pequenas e médias empresas, com o índice de atrasos acima de 90 dias subindo para 4,21% no primeiro semestre de 2025. Isso representa um aumento em relação aos 3% registrados no mesmo período de 2023, especialmente impactado pelo setor agropecuário.

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Recentemente, em encontro com analistas, o banco mencionou que as medidas adotadas, como o pacote de renegociação do governo, mudanças regulatórias e a expectativa de uma safra mais favorável, podem contribuir para melhorias nos próximos trimestres. Porém, a visão geral ainda é negativa até o momento.

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Perspectivas e desafios para o Banco do Brasil

Apesar das expectativas de crescimento e retorno sobre patrimônio líquido na faixa de dois dígitos médios em 2026, analistas do JPMorgan apontam que a questão do payout, que representa a parcela do lucro distribuída aos acionistas, continua incerta. Historicamente, o banco distribuiu cerca de 40% do lucro, mas essa definição depende da evolução da inadimplência e dos resultados futuros.

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Fatores de alívio e desafios para o Banco do Brasil

O Banco do Brasil encontra esperança em alguns fatores que podem aliviar a situação. A expectativa de uma safra mais favorável, com aumento de volume e preços, pode ajudar a mitigar parte das pressões. No entanto, os desembolsos de crédito estão ocorrendo em ritmo mais lento, pois o banco passou a exigir garantias mais robustas, como a alienação fiduciária.

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Além disso, o pacote de renegociação do governo, através da Medida Provisória 1314, disponibilizando R$ 12 bilhões para produtores rurais afetados, também traz perspectivas de melhora. A renegociação pode gerar ganhos de capital para o banco, aliviando a pressão sobre o balanço financeiro, sendo possível compensar os possíveis impactos do Programa Emergencial de Acesso a Crédito.

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Estratégias do Banco do Brasil e cenário futuro

O Banco do Brasil também está atento às mudanças regulatórias, que buscam tornar mais flexível a recuperação de operações de crédito e permitir o reconhecimento de juros em empréstimos de programas governamentais. Em termos de resultados, a indicação é de que a instituição apresente números semelhantes no terceiro trimestre, aproximando-se das projeções para o fechamento do ano.

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Com a estabilização da inadimplência, ganhos de eficiência e melhorias nas margens de financiamento com a queda da Selic, o Banco do Brasil espera retomar o crescimento e alcançar um retorno sobre o patrimônio líquido na casa dos dois dígitos em 2026. O JPMorgan mantém recomendação neutra para as ações do Banco do Brasil, que negociam a 0,7 vezes o valor patrimonial.

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Conclusão

O Banco do Brasil enfrenta desafios com a inadimplência no agronegócio e PMEs, mas busca soluções para aliviar a pressão, como o pacote de renegociação do governo e medidas regulatórias. A perspectiva de uma safra mais favorável e a melhoria de resultados são apostas da instituição para voltar a crescer e atingir melhores índices financeiros no futuro.

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