Banco do Brasil: impactos da Lei Magnitsky fazem ações despencarem novamente hoje

Ações do Banco do Brasil voltam a cair com impacto da Lei Magnitsky

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) retomaram a trajetória de baixa nesta quinta-feira (21), após uma recuperação no pregão anterior. Por volta das 14h07, os ativos apresentavam queda de 1,16%, sendo cotados a R$ 19,63. Esse movimento acontece em meio à incerteza sobre os efeitos das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à Lei Magnitsky, somado aos resultados desfavoráveis do banco no segundo trimestre.

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Além do Banco do Brasil, outras instituições financeiras também foram impactadas no dia de hoje. Enquanto o Itaú (ITUB4) teve uma variação negativa, o Bradesco (BBDC4) apresentou queda e o Santander Brasil (SANB11) registrou avanço.

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Um novo capítulo do impasse surgiu com a notícia de que o ministro do STF Alexandre de Moraes teria tido seu cartão de crédito do Banco do Brasil bloqueado devido às sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. O ministro teria recebido um cartão Elo como substituto, já que este não realiza transações nos EUA. A instituição bancária preferiu não se pronunciar sobre o caso, seguindo o sigilo bancário.

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No dia anterior, os bancos haviam experimentado uma recuperação parcial após um grande declínio de R$ 42 bilhões, resultante das discussões sobre a aplicação de leis estrangeiras no Brasil. A queda expressiva no valor de mercado ocorreu depois da decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que apontou que leis estrangeiras não têm validade para brasileiros em território nacional.

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Essa determinação gerou dúvidas e apreensão no setor bancário, especialmente para instituições com operações nos Estados Unidos. Com a perspectiva de mais insegurança jurídica, os bancos estão buscando orientações no exterior e planejando novas consultas com escritórios de advocacia.

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Nesse contexto, o Banco do Brasil seria uma das instituições mais suscetíveis: como responsável pela folha de pagamento dos servidores federais, a probabilidade de encerrar a conta-salário de um ministro, mesmo sob pressão internacional, era considerada baixa.

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O mercado financeiro segue atento às movimentações do STF e aos desdobramentos relacionados à Lei Magnitsky, fatores que têm influenciado diretamente nos resultados das empresas do setor. A busca por respostas jurídicas claras e seguras se torna essencial para a estabilidade e confiança das instituições diante desse cenário desafiador.

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