Banco Central impõe regulamentações mais rígidas para fintechs e empresas financeiras

BC impõe novas regras mais rígidas para fintechs e instituições financeiras

O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional anunciaram novas regulamentações que aumentam as exigências de capital mínimo para instituições financeiras e reforçam as normas para o funcionamento de fintechs. Cerca de 500 instituições serão afetadas, com a necessidade de elevar o aporte necessário de R$5,2 bilhões para R$9,1 bilhões.

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As novas regras visam fechar brechas que dificultam a identificação dos beneficiários finais, especialmente após operações policiais identificarem o uso de fintechs em atividades criminosas. O objetivo é reduzir a possibilidade de tais práticas ilícitas.

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Aumento do capital mínimo e exigências específicas

O valor mínimo de capital para instituições de pagamento, as chamadas fintechs, foi elevado de R$1 milhão para R$9,2 milhões. Já para as instituições de serviço, a exigência mínima subiu de R$400 mil para R$5,6 milhões. Para corretoras, custodiantes e sociedades de crédito, os aumentos foram significativos, indo de R$245 mil para R$8 milhões, de R$1 milhão para R$9,8 milhões e de R$7 milhões para R$56 milhões, respectivamente.

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Possíveis impactos e prazo de adaptação

O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, destacou que as mudanças poderão levar à saída organizada de instituições do sistema, reorganizações societárias ou incorporações. Apesar disso, ressaltou que a intenção não é reduzir o número de entidades supervisionadas, mas sim equilibrar as exigências do mercado.

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A transição para as novas regras terá um cronograma estabelecido. As instituições terão até dezembro de 2026 para atender 25% dos novos valores exigidos, chegando a 100% a partir de janeiro de 2028. Esse período visa permitir a adaptação das empresas em funcionamento.

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Mínimos detalhes da regulamentação

O BC informou que os novos valores mínimos de capital e patrimônio líquido levarão em consideração as atividades exercidas pelas instituições, não somente o tipo de instituição em si. Além disso, a regulamentação exigirá uma parcela do capital para cobrir os custos relacionados a serviços intensivos em tecnologia.

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As instituições que utilizam a denominação "banco" ou termos similares também terão requisitos adicionais de capital. A medida visa fortalecer a resiliência do sistema financeiro nacional e garantir a segurança das operações.

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Combate ao crime e uso ilícito de fintechs

A imposição de regras mais rigorosas também busca barrar o uso de fintechs por organizações criminosas, evidenciado por casos como a operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro de facções por meio de contas em instituições de pagamento.

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Além disso, a regulamentação tem como objetivo evitar problemas com prestadores de serviços de tecnologia que culminem em invasões do sistema de pagamentos, causando desvios de recursos.

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Em suma, as novas diretrizes do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional têm o intuito de fortalecer o sistema financeiro, coibir práticas ilícitas e garantir a estabilidade e segurança das operações no mercado de fintechs e instituições financeiras.

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