O segundo trimestre de 2025 foi marcado por resultados positivos para as varejistas dirigidas à classe média, destacando-se as Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3). De acordo com análises do Bradesco BBI, essas empresas apresentaram um expressivo crescimento nas vendas de mesmas lojas (SSS) e expansão das margens, refletindo um cenário favorável no setor de vestuário.
A Lojas Renner obteve um dos melhores desempenhos do setor, com um crescimento de 18,6% nas vendas de vestuário SSS e aumento de 0,9 ponto percentual na margem bruta em comparação ao ano anterior. O EBITDA ajustado consolidado atingiu R$ 652 milhões, próximo às projeções. Apesar dos bons resultados, despesas como vendas, custos gerais e administrativos ficaram acima do esperado, limitando revisões positivas nas projeções. A geração de caixa foi robusta, com R$ 306 milhões utilizados para pagamento de dividendos.
A C&A registrou um crescimento de 17% nas vendas de vestuário SSS, margem bruta expandida em 0,8 ponto percentual e ROIC de 20,4%. Destaque para o crescimento do EBITDA dos serviços financeiros, com R$ 15 milhões, e a redução na inadimplência. Já a Guararapes reportou um aumento de 12,9% nas vendas de mesmas lojas, expansão de 1,5 ponto percentual na margem bruta e um EBITDA ajustado consolidado 7% acima do esperado. O lucro líquido ajustado da Guararapes cresceu 42%, impulsionado pela melhora operacional e financeira.
Apesar dos bons resultados no segundo trimestre, o Bradesco BBI adota uma postura cautelosa para o segundo semestre de 2025, devido à perspectiva macroeconômica desafiadora. A alta das ações das empresas dependerá de fatores macroeconômicos favoráveis ou de iniciativas específicas das companhias. O banco mantém recomendações neutras para as ações da Lojas Renner e Guararapes, enquanto recomenda a compra de ações da C&A.
Em resumo, as varejistas de classe média tiveram um desempenho sólido no segundo trimestre de 2025, com crescimento nas vendas e margens, refletindo a recuperação do setor de vestuário. O cenário macroeconômico desafiador e a expectativa de desaceleração do consumo discricionário no segundo semestre mantêm uma postura cautelosa por parte dos analistas. A temporada de resultados mostrou empresas resilientes, que conseguiram se destacar em um ambiente econômico complexo.
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