A empresa de aviação Azul (AZUL4) submeteu à Justiça de Nova York um plano de reestruturação no âmbito do Chapter 11, equivalente à recuperação judicial. A audiência para confirmação está marcada para 11 de dezembro, com prazo para objeções até o dia 1º do mesmo mês.
Caso o cronograma siga como planejado, a Azul poderá concluir o processo dentro do prazo inicialmente previsto. Desde maio, quando iniciou o Chapter 11, a expectativa dos executivos era encerrar a reestruturação até o final de 2025 ou início do ano seguinte, tornando-a a mais rápida do setor aéreo brasileiro.
A companhia aérea planeja eliminar cerca de US$ 2 bilhões em dívidas do balanço através do plano de reestruturação. Para isso, está previsto um reforço de capital por meio de diferentes instrumentos.
A Azul conta com o apoio de parceiros estratégicos, como as empresas americanas United e American Airlines, que se comprometeram a auxiliar na reorganização. Essas companhias podem investir entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões para aumentar a liquidez da Azul.
Além disso, está programada uma oferta de subscrição de ações no valor de até US$ 950 milhões, direcionada a credores e investidores interessados em participar da capitalização. Desse montante, US$ 650 milhões serão garantidos por um grupo de credores que se comprometeram com a subscrição, assegurando-a mesmo sem demanda suficiente no mercado.
A Azul destaca que conseguiu otimizar o processo do Chapter 11 para transformar seus negócios e simplificar seu balanço. A empresa espera emergir da recuperação judicial como uma organização forte, competitiva e global.
O objetivo da Azul é manter uma estrutura de custos competitiva, obtida por meio da reorganização, visando melhorar a sua posição financeira. A empresa busca estabilidade e crescimento a longo prazo, mantendo o foco em sua competitividade no mercado aéreo.
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