Azul: AZUL53 dispara até 60% com expectativas para sair da recuperação judicial
Azul avança nas etapas finais necessárias para concluir o processo de Chapter 11
Lara Rizério
20/02/2026 17h29 •
Atualizado 3 minutos atrás
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Aeronave da Azul no Aeroporto Internacional de Guarulhos11/7/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto/Arquivo
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As ações da Azul (AZUL53) chegaram a saltar 60% nesta sexta-feira (20) em meio às perspectivas de saída da recuperação judicial. Às 17h23 (horário de Brasília), AZUL53 saltava 41,55%, a R$ 230,02, após atingirem máxima de R$ 260, ou disparada de 60%.
A Azul divulgou mais cedo os resultados de sua oferta pública primária de ações, parte do processo de conversão das dívidas relacionadas ao financiamento Debtor in Possession (DIP).
A companhia emitiu 45,47 trilhões de novas ações ordinárias a aproximadamente R$ 0,0001 por papel, totalizando R$ 5 bilhões em captação. O conselho também aprovou um grupamento de ações na proporção de 75 para 1, resultando em um novo capital social de R$ 21,76 bilhões dividido em cerca de 54,73 bilhões de ações ordinárias.
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Além disso, a empresa firmou aditivos aos acordos de investimento em equity com American Airlines e United Airlines, que se comprometeram separadamente com aportes de US$ 100 milhões cada.
A Azul também assinou novo acordo com credores existentes para um investimento adicional de US$ 100 milhões, além de contratos de subscrição de warrants com a United e com esses credores, que podem elevar os aportes em até US$ 15 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente. Segundo o Valor Econômico, o investimento da American será analisado pelo CADE nas próximas semanas. A companhia reforçou que espera concluir sua saída do Chapter 11 ainda em fevereiro.
“A notícia é positiva para a Azul, que avança nas etapas finais necessárias para concluir o processo de Chapter 11. A confirmação de que a companhia já assegurou os recursos para financiar o DIP reduz incertezas relevantes e reforça a visibilidade de uma reestruturação bem-sucedida. Os aportes adicionais de investidores estratégicos e credores fortalecem a estrutura de capital e ampliam a confiança na retomada operacional pós-reorganização”, avalia o Bradesco BBI.
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Lara Rizério
Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.
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