A Axia Energia, antiga Eletrobras (ELET3;ELET6), anunciou a compra dos 50,1% restantes da participação na Tijoá Energia, por meio de um acordo com a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) e Mercúrio Participações e Investimentos, no valor de R$ 247 milhões. A usina em questão é a concessionária responsável pela UHE Três Irmãos, situada em Andradina (SP) e com capacidade de 808 MW.
Com essa aquisição, a Axia passa a deter 100% da usina, que opera no sistema de cotas e alcançou receita anual de R$ 320 milhões em 2024. Além disso, a empresa registrou um EBITDA de R$ 136 milhões e não possui dívidas, com a concessão válida até 2044.
A hidrelétrica da Usina Três Irmãos tem estruturas preparadas para a instalação de mais três unidades geradoras, o que abre possibilidades para uma futura expansão de sua capacidade. A operação também encerra litígios arbitrais e judiciais relacionados ao ativo, permitindo à Axia Energia acessar cerca de R$ 390 milhões em depósitos judiciais.
Apesar de se tratar de uma transação modesta em termos de escala, representando aproximadamente 0,2% do valor de mercado da companhia, foi realizada a um múltiplo atrativo, levando em consideração o EBITDA de R$ 136 milhões e a ausência de dívidas da Tijoá em 2024.
A Ativa Investimentos destaca a notícia como ligeiramente positiva, enaltecendo a disciplina alocativa e a capacidade da Axia de extrair valor por meio da simplificação e eficiência operacional. Já o Itaú BBA considera a transação positiva, resolvendo litígios judiciais e permitindo a liberação de depósitos judiciais relacionados aos litígios, sem impacto significativo na alavancagem da empresa.
O Itaú BBA mantém recomendação de desempenho acima da média (outperform) para ELET3, com preço-alvo de R$ 63,30. Enquanto a Ativa recomenda compra, com alvos de R$ 54 para ELET3 e R$ 59 para ELET6.
A aquisição da Usina Três Irmãos pela Axia Energia representa um importante passo para a empresa, possibilitando a consolidação total da usina e abrindo caminho para futuras expansões. Além disso, o encerramento de litígios e a liberação de depósitos judiciais demonstram um movimento estratégico visando fortalecer a posição da companhia no mercado de energia.
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