Nesta sexta-feira, as taxas dos DIs encerraram em alta, com destaque para contratos de prazos mais longos, refletindo a tendência dos mercados globais de títulos. A aversão ao risco foi impulsionada por preocupações com a situação fiscal das principais economias do mundo.
No fechamento do dia, a taxa do Depósito Interfinanceiro(DI) para janeiro de 2027 atingiu 13,99%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 ficou em 13,35%. Nas negociações de contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 subiu para 13,67%, e para janeiro de 2033 foi de 13,85%.
A movimentação das taxas futuras refletiu o aumento dos rendimentos de títulos de países como Estados Unidos, França e Reino Unido. Nos EUA, a decisão de um tribunal em relação às tarifas impostas por Donald Trump gerou incertezas sobre o controle da dívida federal do país.
O rendimento do Treasury de dez anos, referência global para investimentos, aumentou para 4,279%. Na Europa, a preocupação com a situação fiscal de países como a França também contribuiu para a aversão ao risco nos mercados.
No cenário doméstico, o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF por tentativa de golpe de Estado intensificou as preocupações em relação às relações entre Brasil e EUA. A cobertura internacional do julgamento e a possibilidade de novas sanções dos EUA são fatores que geram apreensão nos investidores.
Além disso, as dúvidas sobre a capacidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em equilibrar as contas públicas aumentaram diante do cenário fiscal incerto no exterior. Os temores em relação à situação fiscal do Brasil se intensificaram com a instabilidade global.
Em um contexto de incerteza fiscal mundial, os investidores estão atentos às movimentações dos principais países, em busca de sinais que possam influenciar suas decisões de investimento e estratégias nos mercados financeiros.
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