Três empresas do setor elétrico, Auren, Copel e Equatorial, divulgaram seus resultados do terceiro trimestre. A Auren apresentou números abaixo do esperado, com Ebitda ajustado de R$ 674 milhões, 13% menor do que as estimativas. A XP Investimentos aponta que o cenário desafiador pode se estender para os próximos meses e para 2026.
Por outro lado, a Copel teve um trimestre sólido, com Ebitda ajustado de R$ 1,34 bilhão, em linha com as expectativas. Destaque para o bom desempenho no segmento de distribuição e na gestão de custos. A Equatorial também comemorou um lucro acima das estimativas, com Ebitda ajustado de R$ 3,1 bilhões e um crescimento anual de 8%. A empresa anunciou um programa de recompra de ações e a distribuição de juros sobre capital próprio.
A Auren enfrenta desafios no curto prazo, com resultados abaixo do esperado. O aumento das chances de veto presidencial à Medida Provisória 1.304 pode agravar as dificuldades enfrentadas pela empresa no setor de renováveis. O cenário desafiador pode se estender para os próximos trimestres e possivelmente para 2026.
O braço de comercialização da Auren registrou mudanças significativas em sua posição comercial, com margens reduzidas em relação ao trimestre anterior, enquanto o braço de geração manteve seu balanço energético estável.
A Equatorial surpreendeu com um desempenho sólido, registrando um Ebitda ajustado de R$ 3,1 bilhões, 4% acima das estimativas. A empresa anunciou um programa de recompra de ações e a distribuição de juros sobre capital próprio, visando um crescimento no desempenho de suas ações no mercado.
O lucro líquido da Equatorial atingiu R$ 469 milhões no trimestre, acima das estimativas. O segmento de distribuição foi o destaque, apresentando melhora na margem bruta e controle de custos operacionais. A empresa segue com perspectivas positivas para os próximos trimestres.
A Copel teve um desempenho consistente, com Ebitda ajustado de R$ 1,34 bilhão, em linha com as expectativas. A diversificação do portfólio da empresa foi um dos destaques, com um trimestre mais fraco no segmento de geração compensado pelo bom desempenho na distribuição.
A empresa conseguiu realizar um hedge inteligente de portfólio ao longo do ano, garantindo um lucro bruto saudável. O Ebitda recorrente em caixa cresceu 7,8% em relação ao ano anterior, impulsionado pelos segmentos de Geração e Transmissão, e distribuição.
No geral, as empresas do setor elétrico apresentaram cenários distintos no terceiro trimestre de 2025, com desafios e oportunidades únicas para cada uma. O mercado segue atento às movimentações e resultados das companhias, em meio a um ambiente de volatilidade e incertezas no setor.
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