As taxas dos DIs no Brasil fecharam em alta devido ao avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, que se recuperaram após queda relacionada a dados fracos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. O fato de os EUA não terem anunciado novas medidas de retaliação contra o Brasil, mesmo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, trouxe certa calmaria aos negócios durante a tarde.
No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,03%, com aumento de 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2028 era de 13,315%, frente ao ajuste anterior de 13,272%. Entre os contratos de prazo mais longo, a taxa para janeiro de 2031 subiu para 13,45%, e o contrato para janeiro de 2035 alcançou 13,59%.
Na quinta-feira, a divulgação de dados sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA influenciou a queda dos yields dos Treasuries, com a percepção de que o Federal Reserve poderia cortar juros na próxima semana. Entretanto, na sexta-feira os rendimentos dos títulos norte-americanos se recuperaram, com o papel de 10 anos chegando a subir 7 pontos-base no pico do dia, mesmo com a perspectiva de corte de juros pelo Fed mantida.
O avanço dos yields nos EUA impactou positivamente as taxas dos DIs no Brasil, que atingiram picos pela manhã. Os agentes de mercado permanecem atentos a possíveis retaliações dos EUA contra o Brasil, após a condenação de Bolsonaro. Em julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou o julgamento de Bolsonaro como motivo para a definição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Perto do fechamento dos mercados, a curva brasileira apontava 98% de probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% no próximo encontro do Copom. Além disso, o IBGE informou que o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,3% em julho em relação ao mês anterior, indicando a sexta alta mensal consecutiva e mostrando resiliência mesmo em meio ao aperto monetário.
No cenário internacional, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, subiu 5 pontos-base, atingindo 4,061% às 16h34. A situação do mercado segue influenciada pela possibilidade de corte de juros nos EUA e pela relação bilateral entre Estados Unidos e Brasil, ainda instável após a condenação de Bolsonaro.
Esses fatores continuam a mexer com os investimentos e expectativas no mercado financeiro, trazendo volatilidade às taxas dos DIs no Brasil e demais índices econômicos. A atenção aos desdobramentos internacionais e à política monetária brasileira segue como pontos-chave para investidores e analistas que buscam compreender e ajustar suas estratégias diante desse cenário incerto.
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