Aumento das taxas dos DIs: fiscal preocupations e boatos sobre tarifa zero para ônibus causam impacto.

Mercado reage a medidas fiscais e especulações sobre tarifa zero para ônibus

As taxas dos DIs tiveram ganhos sólidos ao longo da quinta-feira, com altas de até 15 pontos-base em alguns vencimentos. Isso ocorreu devido à preocupação crescente no mercado em relação ao risco fiscal brasileiro, especialmente após a possível implementação da tarifa zero para ônibus urbanos em todo o país, uma proposta do governo Lula.

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Aprovada na Câmara dos Deputados, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, juntamente com descontos para quem recebe até R$ 7.350, também influenciou as taxas ao longo do dia.

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No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,46%, com uma alta de 8 pontos-base em comparação ao ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2029 marcava 13,375%, ante 13,254% na sessão anterior. Entre os contratos longos, o DI para janeiro de 2035 registrou uma taxa de 13,64%, aumentando 15 pontos-base em relação ao número anterior.

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Durante a sessão, houve um momento de queda nas taxas após a aprovação do projeto de isenção do IR na Câmara, que vinha com contrapartidas para evitar impacto fiscal. No entanto, a perspectiva de uso da isenção do IR como estratégia política por parte do presidente Lula para sua reeleição em 2026 aumentou a preocupação entre os agentes do mercado.

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Rumores sobre a possibilidade de um programa federal para implementar a tarifa zero no transporte coletivo em todo o Brasil também contribuíram para pressionar as taxas futuras, com o receio de impacto fiscal com iniciativas semelhantes se multiplicando próximo ao ano eleitoral.

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Apesar da desaceleração das taxas no fim da manhã e início da tarde, o mercado encerrou com altas firmes. A curva brasileira, próximo do fechamento, indicava 99% de probabilidade de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Copom em novembro.

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O avanço das taxas no Brasil contrastou com a queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com o rendimento do Treasury de dez anos caindo para 4,087% no fim da tarde. Esse cenário reflete o agravamento do quadro fiscal do país, junto com medidas populistas visando as eleições de 2026 e demandas por reajustes salariais no setor público.

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Para os investidores, o aumento dos prêmios dos DIs está diretamente ligado à instabilidade fiscal nacional, refletindo a incerteza econômica diante das decisões políticas e fiscais em curso. A perspectiva de curto e médio prazo permanece condicionada às movimentações do governo e ao cenário eleitoral, elementos-chave que influenciam a volatilidade e as projeções do mercado financeiro no país.

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