Três astronautas chineses conseguiram aterrissar na China na sexta-feira após um atraso de nove dias causado por detritos espaciais que danificaram a nave em que estavam. O retorno ao solo deveria ter acontecido após uma missão de seis meses na estação espacial chinesa Tiangong.
Segundo a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), foram encontradas "pequenas rachaduras" em uma pequena janela da cápsula de retorno da espaçonave Shenzhou-20. Devido a isso, a cápsula não atendia aos requisitos de segurança para o retorno tripulado, fazendo com que a Shenzhou-20 permanecesse em órbita para a realização de experimentos relevantes.
Após deixarem a estação espacial Tiangong a bordo da Shenzhou-21, os astronautas conseguiram aterrissar no local de pouso de Dongfeng, na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China. A missão, que iniciou em abril, transcorria sem problemas até o incidente com os detritos que forçou o adiamento do retorno da Shenzhou-20, programado inicialmente para 5 de novembro.
O atraso de apenas nove dias, embora incomum para o programa espacial chinês que costuma manter um cronograma rigoroso, não impediu que os astronautas completassem a missão com sucesso. Ao longo do último ano, o programa espacial chinês alcançou marcos significativos, incluindo o envio de astronautas mais jovens, uma caminhada espacial recorde e planos para receber o primeiro astronauta estrangeiro, do Paquistão, na estação Tiangong no próximo ano.
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