Assaí solicita bloqueio judicial das ações do GPA vinculadas ao Casino: entenda o caso

Assaí solicita bloqueio de ações do GPA pertencentes ao Casino

O Assaí (ASAI3) tomou uma medida preventiva nesta quarta-feira para evitar possíveis impactos relacionados à saída do Casino, ex-controlador do GPA (PCAR3). A rede de atacarejo busca se resguardar de passivos fiscais do GPA, do qual se desvinculou em 2021.

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A empresa solicitou à Justiça que as ações do GPA em posse do Casino sejam bloqueadas para venda ou, alternativamente, que seja efetuado um depósito judicial para cobrir eventuais despesas relacionadas a um Procedimento Administrativo de Reconhecimento de Responsabilidade (PARR) estimado em cerca de R$ 36 milhões. Esse procedimento refere-se a ações da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional que buscam atribuir responsabilidade solidária ao Assaí por contingências do GPA.

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Em 2024, o Assaí enfrentou um arrolamento de R$ 1,265 bilhão devido a contingências tributárias do GPA. A Receita cancelou esse procedimento em outubro, quando o GPA assumiu a responsabilidade pelos passivos. No entanto, neste ano, a empresa foi alvo do PARR, no valor de cerca de R$ 36 milhões, relacionado a parte dessas contingências, medida mais severa que o arrolamento.

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Com a iminência da venda da participação remanescente do Casino no GPA, o Assaí busca garantir que não precisará arcar com tais custos. A rede de atacarejos também exige que o GPA forneça garantias suficientes para proteger a empresa de contingências fiscais anteriores à separação concluída em 2020.

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De acordo com informações divulgadas pela companhia, não há solidariedade entre as partes em relação aos passivos gerados antes da cisão, cabendo a cada uma a responsabilidade por seus próprios débitos. O movimento do Assaí visa se precaver não apenas do PARR de R$ 36 milhões, mas também de possíveis desdobramentos futuros, considerando as vultosas contingências tributárias vinculadas ao GPA.

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A situação atual é reflexo de um fracionamento do GPA no qual o Casino vendeu unidades significativas para aliviar sua dívida, porém manteve contingências na empresa-mãe. Esses passivos são consideráveis em relação ao tamanho da empresa remanescente, segundo fontes próximas ao caso e analistas ligados às companhias. Estima-se que o GPA acumule contenciosos que se aproximam de R$ 17 bilhões, destacando-se as questões tributárias, algumas delas com argumentos jurídicos menos sólidos.

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Este movimento do Assaí representa uma tentativa de resguardar sua operação de possíveis impactos financeiros decorrentes das ações do Casino, intermediando uma situação que envolve controvérsias fiscais de grande monta.

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